Coaching Executivo e Empresarial no Brasil e no Mundo
28/12/2009
RESENHA: Otto Laske
30/12/2009
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Coaching Executivo e Empresarial no Brasil e no Mundo

CONGRESSO DA ASSOCIATION FOR COACHING
Será realizado em Londres, em 11 e 12 de Março de 2010 o Congresso da Association For Coaching. O Evento terá lugar no Park Plaza Hotel. Dentre os conferencistas destaca-se a presença de Jullio Olalla um dos pioneiros do Coaching Ontológico. Mais informações em www.acconference.com

LEVANTAMENTO SOBRE COACHING EXECUTIVO REALIZADO PELA HDA, EMPRESA INGLESA ESPECIALIZADA EM DESENVOLVIMENTO DE RH EM 2008 E DIVULGADA EM 2009.
Infelizmente este levantamento, como a maioria dos que são realizados, não traz informações que possam ser consideradas confiáveis, pois não informa o número de respondentes, nem o cargo ocupado e nem o setor de atividade.

Apesar do baixo nível de confiabilidade, que não nos permite tirar conclusões e nem vislumbrar tendências, o que se observa é que a percepção predominante dos participantes é que coaching é uma intervenção voltada para executivos que precisam elevar o seu nível de desempenho, ou seja, tem caráter reativo/curativo.

Os entrevistados foram quase unânimes em considerar que coaching executivo traz resultados significativos para a Empresa. O Coachee também é beneficiado em termos de habilidades de comunicação, sentimento de realização, ampliação de horizontes.

A falta de especificidade dos dados apresentados pouco contribui para ampliar o conhecimento sobre coaching executivo, além de não adicionar credibilidade a esta atividade, podendo abrir espaço para promessas não éticas e inviáveis de resultados.

Lembramos que existe um grupo de profissionais americanos e europeus que tem defendido com veemência a necessidade de incrementar a pesquisa sistemática, ou seja, gerar dados e conhecimentos sobre coaching executivo e empresarial baseados na evidência científica.

Ao proceder desta forma estaremos construindo uma base sólida para se comprovar o impacto positivo do coaching no mundo corporativo e demonstrar a relação custo/benefício vantajosa para a empresa e para o Coachee.

SERÁ VÁLIDA A CERTIFICAÇÃO EM COACHING?
O Coaching News de Janeiro de 2010 aborda, à guisa de editorial, um tema de elevada importância, de natureza polêmica e com sérias implicações de ordem ética.

Trata-se do tema certificação em coaching e do posicionamento de certas organizações que reconhecem de vários tipos de cursos sem, no entanto, apresentar qualquer vínculo ou "terem sido autorizadas por especialistas" ou por entidades certificadoras oficialmente reconhecidas em seus países de origem.

Dentre estas organizações, o autor do editorial, Rey Carr, cita nominalmente três: a International Coaching Federation (ICF), o Progressive International Coaching Board (PCIB) e a Certified Coaching Alliance (CCA).

Na Europa, o European Coaching Institute (ECI) e a Association for Coaching (inglesa) são agências certificadoras que reconhecem apenas cursos individuais e não entidades formadoras como tal.

O crescimento desordenado da oferta de treinamentos em coaching em geral, a falta de informação das pessoas que buscam estes treinamentos, a confusão que se observa entre coaching, treinamento, consultoria, mentoring e terapia, mais os diferentes sobrenomes dados aos treinamentos em coaching relacionados com diferentes teorias provindas de linhas terapêuticas e, mais grave ainda, o rótulo “certificação internacional” utilizado como uma tentativa de adicionar um valor fictício a uma atividade não regulamentada estão se tornando uma grave ameaça para o futuro do Coaching em geral e do Coaching Executivo e Empresarial, em particular.

Entendemos que o processo de Coaching Executivo e Empresarial é complexo, profundo e delicado. Pressupõe uma relação de confiança mútua, apoiada num desejo genuíno do Coach de trabalhar com seriedade e competência balizadas por uma filosofia de atuação que privilegia a responsabilidade pessoal, o diálogo, a aprendizagem e o desenvolvimento pleno das potencialidades do Coachee. Trata-se de um relacionamento co-criado que beneficia cada um dos envolvidos.

Algumas pessoas e associações profissionais cônscias de suas responsabilidades tem procurado desenvolver programas de Formação de Coaches que estabelecem um conjunto de critérios para o ingresso e metodologias que propiciam aos participantes da formação um processo de auto-conscientização tal que eles próprios desenvolvem condições de perceber se sua vocação, formação, experiência, expectativas e maneiras de ser são, de fato, compatíveis com a atividade de Coaching.

A chamada "aprovação" ao final de um treinamento de Coaching é apenas uma formalidade que não transforma necessariamente um treinando num Coach, pois Coaching não se reduz a aplicação de um conjunto de regras ou instrumentos. É mais do que isso, é uma arte que envolve coração e mente, respeito por si mesmo e pelo outro e um comprometimento não invasivo com os resultados a serem conquistados.

A atuação de Rey Carr merece todo o nosso respeito, pois é uma das poucas vozes que se faz ouvir lembrando a importância de contribuirmos com o cultivo e a preservação da qualidade da formação de Coaches. Se isto não acontecer, entraremos na rota de decadência de uma intervenção que tem sido eficaz no mundo empresarial, na Educação e, como tem demonstrado a Faculdades de Medicina de Harvard, inclusive na área da Saúde.

Esta notícia foi escrita por:
Editorial, equipe da ABRACEM em 29/12/2009