Boletim Informativo – Ano 10, Junho de 2016 – Número 02
21/06/2016
Boletim Informativo – Ano 10, Dezembro de 2016 – Número 04
01/12/2016
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Boletim Informativo – Ano 10, Setembro de 2016 – Número 03

Prezado (a) colega, é com grande satisfação que lhe enviamos mais uma edição de nosso Boletim trimestral, um de nossos canais de comunicação com o público interessado no Coaching Executivo e Empresarial [...]

 

SÚMARIO
Mensagem da Presidência | Editorial | Maieuticando | Artigo | Resenha | Notícias

 

MENSAGEM DA PRESIDÊNCIA

Prezado (a) Colega,

É com grande satisfação que lhe enviamos mais uma edição de nosso Boletim trimestral, um de nossos canais de comunicação com o público interessado no Coaching Executivo e Empresarial.

Buscamos com nosso boletim contribuir com artigos, resenhas e notícias que possam provocar reflexões e novas aprendizagens. Só assim acreditamos que podemos gerar melhores práticas e um aperfeiçoamento contínuo de nossa atividade.

No entanto, convido a todos a acessar também nosso site (www.abracem.org.br) que vem sendo aprimorado de forma a tornar-se mais “amigável” a todos da comunidade do Coaching Executivo.

Reforço a proposta inicial de nossa gestão de tornar a ABRACEM ainda mais conhecida e reconhecida como uma referência no Coaching Executivo e Empresarial.

Para tanto, permanecemos de portas abertas para construir conjuntamente com nossos associados este caminho.

“Usem e abusem” dos nossos canais de comunicação. São e serão sempre muito bem-vindos!

Forte abraço,
Liana Gus Gomes

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EDITORIAL

Colegas,

Estamos no ar novamente.

Neste número, começamos com uma análise do Coaching Executivo e Empresarial elaborado pela Dra. Rosa R. Krausz, sabendo-se ser um processo relativamente jovem, como ele se insere dentro das organizações num momento em que vivemos profundas transformações. E esse é o seu grande desafio.

Na seção Artigo, a autora Dra. Rosa Krausz nos apresenta um caminho para assegurarmos uma boa escolha do profissional, que vem complementar a parte inicial do Boletim.

Já na Resenha, a Liana G. Gomes apresenta o trabalho do John Leary-Joyce, The Fertile Void, onde ele aborda a contribuição que a Gestalt pode fazer para o sucesso dos processos de Coaching.

As notícias nos informam sobre término e início de novas turmas de curso de Formação.

Para maiores detalhes sobre novas turmas, convidamos você a acessar nosso site.

Mas a grande e importante novidade apresentada nas Notícias é que está tomando corpo pela ação da ABRACEM e dos seus associados, a criação de Grupos de Estudo abertos a Coaches e interessados no tema Coaching Executivo e Empresarial. Esses Grupos são muito bem-vindos, pois vem atender um dos objetivos da nossa Associação.

Boa leitura a todos.

Um abraço,
Antônio T. T. Tupy

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MAIEUTICANDO

Onde estamos?

Por Rosa R. Krausz

Você já se perguntou onde estamos depois de vinte ou mais anos de existência do Coaching Executivo e Empresarial?

O mundo empresarial mudou desde os anos noventa e, muito provavelmente, continuará mudando. Vivemos hoje um período no qual a chamada geração dos milenianos está paulatinamente galgando posições de alta e média gestão nas organizações e a força de trabalho é composta de pessoas de gerações diferentes, cujos valores, visão de mundo, expectativas, necessidades e práticas nem sempre convivem harmonicamente.

Os mais jovens buscam liberdade de expressão, respostas rápidas para seus questionamentos, valorizam a inovação, a qualidade de vida, o trabalho desafiante.

Os menos jovens tendem a preferir a estabilidade, a segurança, o conhecido.

Estas diferenças podem provocar desencontros, insatisfação e dificuldades de relacionamento no trabalho que acabam gerando rotatividade, desperdícios, tensões, resultados abaixo do esperado, insatisfação.

Qual a contribuição do Coaching Executivo e Empresarial para minorar e ultrapassar esta situação?

Para termos uma ideia aproximada do que acontece no cotidiano das empresas, utilizamos alguns dados de um levantamento sobre o estado do Coaching Executivo e Empresarial realizado pela Lee Hecht Harrison juntamente com o Human Capital Institute em 2012 com 384 clientes destas entidades.

Algumas constatações importantes:

  • O Coaching Executivo e Empresarial não é, em geral, utilizado como um processo, mas sim como um recurso eventual, isto é, não tem começo, meio e fim.
  • 59% dos entrevistados concordam que é a liderança sênior que mais se beneficia do Coaching Interno e Externo.
  • 77% concordam que Coaching é uma competência necessária para a liderança.

As razões citadas como sendo as mais importantes para um executivo buscar um processo de Coaching, segundo o levantamento, foram:

1. Desenvolvimento da liderança 72%
2. Desenvolvimento de gestão 31%
3. Habilidades de comunicação 27%
4. Gestão de conflitos 24%
5. Pensamento estratégico 24%

 

Áreas em que o Coaching Executivo e Empresarial é considerado eficaz/muito eficaz:

1. Desenvolvimento de lideranças 92%
2. Liderança de equipe 86%
3. Gestão de desempenho 85%
4. Habilidades de comunicação 85%
5. Onboarding 82%
6. Gestão de conflitos 81%
7. Gestão de mudanças 80%

Ao comparar os dados sobre as razões da procura de Coaching Executivo e Empresarial pelos Executivos e as áreas em que este foi considerado eficaz/muito eficaz, verifica-se um descompasso. Por exemplo, embora o Coaching Executivo e Empresarial tenha sido considerado eficaz/muito eficaz para liderar equipes por 86% dos entrevistados, apenas 22% deles indicaram-no como uma razão importante para buscar este recurso. Tal descompasso acontece também com os itens habilidades de comunicação, gestão de conflitos e desempenho.

Estes dados acima nos convidam a refletir sobre o quanto o potencial de eficácia do Coaching Executivo e Empresarial está sendo subutilizado.

Dentre as prováveis razões, aventamos as seguintes hipóteses:

1) Uma parcela respeitável dos que se intitulam “Coaches Executivos” desconhece o alcance, a metodologia, e o potencial do Coaching Executivo e Empresarial, entendido como uma intervenção estratégica, tanto do ponto de vista individual quanto organizacional, que visa a mudança do status quo.

2) Ausência de uma visão sistêmica que distorce a função do Coaching Executivo e Empresarial  transformando-o num mero evento, quando, de fato, se trata de um processo cuja utilização exige expertise, experiência apurada, cuidadosa consideração das variáveis do contexto e apoio dos stakeholders.

3) Crença de que Coaching Executivo e Empresarial “custa caro”. Esta crença não se sustenta, pois trata-se de uma intervenção breve, customizada, cuja duração aproximada é, na grande maioria dos casos, de 6 e 10 sessões quando realizada com competência, responsabilidade, profissionalismo e adequação, uma vez que não é nem poderia ser utilizada como panaceia.

4) Falta de disponibilidade do Executivo para participar do processo de Coaching Executivo e Empresarial provocada por razões que variam desde o temor de ser considerado incompetente até a incapacidade de aceitar que seu desempenho poderá ser elevado.

5) Falta de conhecimento adequado a respeito do processo de Coaching Executivo e Empresarial e seus benefícios tanto por parte do Executivo, quanto da área de RH.

6) Falta de fontes de informação/referência fidedignas sobre profissionais que atuam como Coaches Executivos e Empresariais, uma especialidade amplamente reconhecida.

7) Número limitado de Coaches Executivos e Empresariais adequadamente qualificados para esta atividade.

8) A banalização do processo de Coaching em geral, causada pela propaganda enganosa que promete “formar Coaches” de todos os tipos num fim de semana, sem nenhum tipo de seleção prévia, acenando, em muitos casos, com a possibilidade de ganhos elevados.

Tal banalização acaba afetando a credibilidade do Coaching Executivo e Empresarial, uma especialidade reconhecida mundialmente no meio acadêmico, meio este que tem contribuído para o desenvolvimento desta atividade através da realização de um número crescente de pesquisas de caráter científico.

 

Respondendo à pergunta inicial, quer nos parecer que enfrentamos uma situação paradoxal:

1) Dispomos hoje de um recurso potente, o Coaching Executivo e Empresarial, um processo individualizado, uma metodologia de aprendizagem e desenvolvimento contínuo e eficaz, uma intervenção de caráter estratégico que facilita e promove a flexibilidade necessária para viabilizar o ajustamento dos indivíduos e das organizações a um meio ambiente em constante mutação.

2) As organizações e respectivos dirigentes, apesar de alguma resistência, começam a reconhecer que o que os trouxe até aqui, não continuará levando-os para o futuro, como lembra Marshall Goldsmith.

3) O mundo empresarial contemporâneo parece reconhecer com mais clareza que a sobrevivência das empresas depende mais dos aspectos soft (pessoas, conhecimento) do que dos hard (tecnologia, instalações).

Nosso desafio será promover o diálogo entre Coaches Executivos e Empresariais e os consumidores de nossa expertise que povoam o mundo empresarial. Uma parceria que propicie a criação de canais de comunicação que aproximem as demandas e necessidades das organizações com os recursos disponibilizados pelo Coaching Executivo e Empresarial, uma intervenção que contribui para que cada indivíduo, independente de sua posição, seja um player ativo da organização da qual faz parte.

Processos de transformação produtivos pressupõem flexibilidade, abertura para o novo, geração de alternativas de ação, análise de riscos, participação adequadamente informada de todos os envolvidos para que estes possam encontrar sentido no que fazem a fazê-lo cada vez melhor.

Coaching Executivo e Empresarial foca a autonomia, o aprender a aprender, a ampliação de horizontes e possibilidades. Estimula o autoconhecimento, liberta pessoas e organizações de suas próprias amarras. Para que isto aconteça, é imprescindível contar com a parceria autêntica do cliente, sem a qual o processo não se dá.

Caberá a nós, Coaches Executivos e Empresariais, contribuir para que tais parcerias se multipliquem e promovam o encontro entre as dificuldades enfrentadas pelas empresas e os possíveis caminhos para as soluções que estão ao nosso alcance.

Estaremos suficientemente preparados para este desafio?

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ARTIGO

Como encontrar um Coach Executivo e Empresarial 

Por Rosa Krausz

INTRODUÇÃO

Boa parte da oferta de cursos e treinamentos que se propões a preparar Coaches, não atende aos requisitos mínimos necessários para formar profissionais especializados.

A inadequação do conteúdo programático, da duração que se reduz a um par de dias, a ausência de qualquer tipo de pré-requisitos para ingresso, condições estas acrescidas de ações invasivas de marketing e de promessas sutis de supostas oportunidades de trabalho e remuneração elevada, tem causado alguma confusão e dificuldades para os que buscam especialistas em Coaching Executivo e Empresarial.

Uma delas é localizar, selecionar e contratar experts competentes, éticos e adequadamente preparados para esta atividade profissional que exige experiência, formação especializada, sensibilidade, vocação e elevada responsabilidade pessoal e profissional.

Elencamos abaixo alguns dados e informações de caráter preventivo que poderão contribuir para uma seleção bem-sucedida.

1 – Qual a formação desta pessoa que se intitula Coach Executivo e Empresarial?

  • Tem formação universitária completa em área compatível com esta atividade;
  • Tem pós-graduação em área compatível com esta atividade;
  • Fez formação específica em Coaching Executivo e Empresarial:

– Se sim, qual a duração em número de horas presenciais, docentes e número de participantes;

– Nome da citada entidade;

– Tipo de entidade: comercial ( ), sem fins lucrativos ( );

– Ano da fundação.

2 – Experiência profissional:

  • Em outras atividades;
  • Específicas em Coaching Executivo e Empresarial;
  • Indicação de clientes para referências.

3 – Atualização / Educação Continuada:

  • Associações profissionais na área de Coaching Executivo e Empresarial a que pertence / participa;
  • Participação em congressos, Seminários, Workshops, Grupos de Estudo patrocinados por entidades especializadas;
  • Frequência de sessões de Supervisão com profissionais Sênior em Coaching Executivo e Empresarial;
  • Leitura de revistas, livros, artigos especializados;
  • Artigos publicados, apresentações em eventos especializados.

4 – Fontes de referência sobre o Coach Executivo e Empresarial:

  • Consultas informais com profissionais da área ou usuários de serviços de Coaching Executivo e Empresarial;
  • Pesquisas na Internet via palavras chave, tais como: Associações de Coaching Executivo e Empresarial, Formação de Coaches Executivos e Empresariais, Serviços de Coaching Executivo e Empresarial.

5 – Pontos a considerar na contratação de processo de Coaching Executivo e Empresarial:

  • O número de sessões num processo de Coaching varia em cada caso, saí não ser adequado contratar um pacote fechado de sessões. Em média, um processo de Coaching varia entre 6 e 12 sessões;
  • Sessões com duração superior a 90 minutos tendem a tornar-se improdutivas e dispersivas;
  • As sessões de Coaching Executivo e Empresarial são de caráter sigiloso e não deverão ser divulgadas pelo Coach a ninguém, nem dentro, nem fora da empresa.
  • Faz parte da Ética Profissional de Coach Executivo e Empresarial não atender simultaneamente um chefe e seu respectivo subordinado;
  • Faz parte da Ética Profissional de um Coach Executivo e Empresarial não prestar serviços de outra natureza enquanto estiver prestando serviços de Coaching Executivo e Empresarial numa determinada organização;
  • Coaching Executivo e Empresarial é um processo de aprendizagem e desenvolvimento distinto de outras intervenções tais como terapia, aconselhamento, treinamento, consultoria, mentoring. É uma intervenção de natureza não diretiva, uma parceria entre Coach e Coachee Executivo.

Trata-se de uma lista parcial de pontos sensíveis que, se forem considerados com a devida atenção, poderão evitar desperdício de tempo, energia humana e demais recursos, além de expectativas frustradas e desgaste emocional dos envolvidos.

Por ser uma atividade não regulamentada, corre o risco de ser descaracterizada / banalizada por indivíduos e entidades que desconsideram as consequências negativas inerentes a uma prática desinformada.

Os resultados positivos do Coaching Executivo e Empresarial no mundo empresarial têm sido reconhecidos por acadêmicos e profissionais a nível mundial.

É uma intervenção complexa que, se utilizada com adequação e perícia por profissionais capacitados, contribui para a elevação do desempenho das pessoas bem como dos resultados das organizações produtoras de bens e serviços.

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RESENHA

“The Fertile Void – Gestalt Coaching at Work” de John Leary-Joyce.

Por Liana Gus Gomes

Já com título de seu recente livro (“O Vazio Fértil “) o autor nos apresenta um dos princípios de seu trabalho, ou seja, o paradoxo no qual alguma coisa ou alguém pode estar simultaneamente “cheio e vazio “. Por sua formação em Gestalt, John se propõe neste livro a trabalhar nestas abrangentes polaridades como por exemplo, “para falar e ser ouvido, precisamos da quietude; para ser enérgico, precisamos de calma; para estarmos completos, precisamos da vivência de estarmos vazios”. Entende estes conceitos não como excludentes (ou um ou outro), mas sim como complementares (um e outro). Desta forma o autor afirma que, se acreditamos no processo e adotamos uma postura de “não saber“, podemos criar um espaço para que algo novo possa emergir.

O livro é composto de três grandes blocos divididos em capítulos. Na primeira parte são apresentados os fundamentos da Gestalt e sua aplicação no Coaching.

No segundo, o foco é nas formas que podemos usar a abordagem da Gestalt em nossa prática do Coaching.

Por fim, John nos apresenta os dois elementos considerados essenciais para um Coach  com esta abordagem, que são a Assinatura Presencial e a Supervisão Constante.

Inicia nos apresentando um pouco da história da Gestalt. A Gestalt terapia surgiu da Gestalt Psicologia e sua abordagem teve origem nos Estados Unidos entre os anos 1950 e 1960. Teve forte influência da Psicologia Humanista daquele momento. A origem de seu nome é germânica e, traduzida, significa “todo, completo”.

Partindo deste princípio, a abordagem da Gestalt vê a pessoa como um todo, ou seja, composta pelo corpo, sentimentos, intelecto e imaginação. Da mesma forma esta pessoa está indissociavelmente ligada em um ambiente “total”, afetando e sendo afetado pelo contexto onde estão inseridos.

Salienta que em processos de Coaching, o Coach é a grande “ferramenta” de trabalho. A qualidade dos processos reside em “ser” e não em “fazer”. O foco é na ampliação da consciência, do que está acontecendo no aqui e no agora entre o Coach e o Coachee.

Para tanto, ambos devem estar totalmente presentes e vivendo plenamente o momento, ao invés de estarem “pensando” sobre o que poderia ter sido feito ou qual seriam os próximos passos. Segundo o autor, a Gestalt é uma atitude ancorada em um forte arcabouço teórico.

Apresenta, a seguir, os 5 princípios básicos:

  1. Consciência
  2. Ênfase no como fazemos mais do que no porque fazemos
  3. Estar presente no aqui e agora
  4. Qualidade da relação
  5. Natureza paradoxal da mudança

E acrescenta trazendo que a abordagem da Gestalt seria mais adequada a processos de Coaching de Desenvolvimento do que processos de Coaching voltados a Performance.

No capítulo dois o autor apresenta o conceito de Consciência. Segundo John o objetivo principal do Coach é contribuir para que seus Coachees se tornem mais conscientes de quem são, pois desta forma podem lidar e se adaptar a novas experiências.  Nos apresenta os dois tipos de Consciência segundo a Gestalt:

  • Aberta, indireta : sensitiva e sensorial, aberta ao que vier, não envolve valores
  • Ativa, direta : focada, avaliativa, estruturada em direção a algo específico, baseada em valores e preferências

Finalizando o capítulo apresenta as “Quatro Zonas da Consciência”, modelo de entendimento do funcionamento humano no qual a nossa percepção de mundo se dá através de nossos cinco sentidos (tato, audição, gustação, olfato e visão), gerando uma reação física e emocional que, se combinada com uma resposta cognitiva, pode levar a uma mudança comportamental.

Nos capítulos seguintes deste primeiro bloco o autor apresenta mais alguns conceitos importantes da abordagem da Gestalt, tais como “The Flow of Continuos Experience”, definido como um modelo dinâmico que descreve os estágios de experiência do indivíduo na formação da figura/fundo. Através deste, o Coach poderá ter um “modelo” que contribuirá para o desenvolvimento da Consciência durante o processo de Coaching.

Finaliza este bloco, explicando a Natureza dos processos de Mudança para a Gestalt. Parte da premissa que “a mudança ocorre quando nos tornamos o que somos e não quando tentamos ser o que não somos “.

Para navegar em processos de mudança, aponta quatro princípios interconectados:

  1. Responsabilidade e Escolha: não temos controle pelos eventos externos e sobre o que acontece conosco, mas temos o controle sobre como o percebemos e reagimos em relação a eles
  2. Dar sentido: como damos sentido as coisas
  3. Propósito: identificar consciente ou inconscientemente porque fazemos o que estamos fazendo
  4. Metas e Objetivos: como atingimos as metas e objetivos, dando sentido as situações vivenciadas.

A Gestalt acredita:

  • Na experiência do momento e que a mudança só pode ocorrer no aqui e agora
  • Que a experiência passada auxilia no entendimento do presente e nos guia para decisões sobre o futuro (usa de insights e entendimentos de eventos passados como modeladores de experiências e relações no presente)
  • Que o trabalho nos “bloqueios” no aqui e agora são fundamentais para que um futuro desconhecido possa emergir.

No segundo bloco, o autor apresenta como podemos usar a abordagem da Gestalt em processos de Coaching.

Inicia com o conceito de ”Experimentação Ativa”, vivência holística que envolve pensamentos, comportamentos e sentimentos. A Gestalt foca inicialmente na experiência concreta de envolver os sentimentos para fazer o contato com o mundo.

Experimentação não se refere ao exercício de ser diferente e sim à mudança emocional, cognitiva e comportamental no momento. Coach e Coachee são parceiros neste processo e onde o Coach não tem julgamento sobre os resultados.

No seguimento nos é apresentado o “Bodywork”, ou seja, o trabalho corporal envolvido nesta abordagem. O foco não é gerar relaxamento ou melhor postura, e sim usar o corpo como veículo para endereçar e expandir a consciência e inteligência emocional. Para tanto o Coach trabalha com:

  • Respiração
  • Voz
  • Movimento
  • Toque.

Da mesma forma, nos apresenta a “Somatic Resonance”, isto é, usar seu corpo como um “instrumento” do processo. Coloca que há uma conexão entre o Coach e Coachee e que a energia presente do outro pode influenciar ambos. Este processo requer por parte do Coach:

  • Consciência sobre suas reações somáticas
  • Abertura e Curiosidade
  • Não julgamento

Finaliza este segundo bloco com um Capítulo sobre Coaching de Grupos e Equipe, onde diferencia os dois conceitos e exemplifica como os princípios apresentados anteriormente se aplicam nestes processos.

No último bloco John apresenta o conceito de “Assinatura Presencial”, elemento essencial ao Coach da Gestalt. Inicia definindo Presença como a habilidade de se comunicar com confiança e carisma. Significa trazer ao processo você mesmo como Coach: seus valores, paixões e criatividade. Na Gestalt estar Presente é central.

Já Assinatura Presencial é a expressão de si mesmo como Coach, gerando uma comunicação autêntica com o outro, criando um diálogo genuíno. Ser um Coach envolve trazer você mesmo ao processo. Desta forma na Gestalt, o Coach não somente tem uma Assinatura Presencial. Ele É a sua Assinatura Presencial.

Apresenta os cinco “C” da Assinatura Presencial:

  1. Contexto do Relacionamento
  2. Estilo de Comunicação
  3. Capacidade e Credibilidade
  4. Confiança em Si
  5. Centrado/Estar presente.

Finaliza o livro com um capítulo sobre Supervisão sob a ótica da abordagem da Gestalt.

Define que a Supervisão é o local onde os Coaches podem rever seu trabalho, desenvolver-se pessoal e profissionalmente e onde questões éticas podem ser discutidas.

Apresenta o “Seven-eyed Model “de Supervisão (modelo alinhado com o do Peter Hawkins) composto por sete áreas:

  1. O mundo do cliente (Coachee): seu contexto – história, pensamentos, experiências, desejos, medos
  2. As intervenções do Coach : explorar e ampliar o leque de opções e intervenções
  3. A relação entre Coach e Coachee: desenvolver uma visão “ de fora” e mais clara sobre esta relação que está sendo co-criada pelo Coach e Coachee
  4. O Coach: o que evoca no Coach o trabalho com este Coachee
  5. Processos paralelos: o que na relação Coach e Supervisor pode estar sendo reproduzido da relação Coach e Coachee
  6. O papel, responsabilidades e auto-reflexão do Coach: o Supervisor tem três papéis – Coach, Mentor e Orientador
  7. O Contexto mais amplo: considerar os contextos do Coachee, do Coach e do Supervisor; além do contexto econômico, cultural e político.

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NOTÍCIAS

Notícias: Coaching Executivo Empresarial no Brasil

ACONTECENDO

1 – Formação em São Paulo

Nos dias 7 e 8 de outubro acontecerá o encerramento do curso de Formação de Coaching Executivo e Empresarial em São Paulo, e

2 – Formação em Curitiba

Nos dias 14 e 15 de outubro será finalizada uma turma do curso de Formação de Coaching Executivo e Empresarial em Curitiba.

3 – Grupos de estudo

Uma notícia que nos dá muita satisfação em divulgar é a criação de Grupos de Estudo.

Além dos dois Grupos que temos, em Porto Alegre e em São Paulo, com reuniões mensais, dois novos grupos foram criados:

Em Foz de Iguaçu o Núcleo de Coaching foi criadoem 26 de abril, em parceria com a Associação Comercial de Foz do Iguaçu. Formado por 6 profissionais, na sua grande maioria Psicólogas, Coaches e ligadas à área de Recursos Humanos.

O objetivo desse núcleo é ser referência regional de Coaching no Paraná, bem como em Serviços de RH (gestão de Pessoas e Gestão Organizacional), por meio de ações de fomento e geração de conhecimento e negócios para as empresas nucleadas da Associação Comercial de Foz do Iguaçu – ACIFI.

O grupo se reune a cada 15 dias nas instalações da Associação Comercial, para estudar e pensar em ações de desenvolvimento.

Veja foto do grupo a seguir:

Turma de Foz do Iguaçu

Turma de Foz do Iguaçu

Em Londrina foi formado um grupo de estudos em 12 de agosto passado, com o nome de Núcleo dos Profissionais de Coaching de Londrina, em parceria com Associação Comercial de Londrina, importante instituição de fomento do desenvolvimento da cidade.

O grupo é formado por 9 profissionais, todos com atuação em Coaching já há alguns anos na cidade e região, sendo cinco com formação pela Abracem.

Esse grupo terá o objetivo de fortalecer os profissionais de Coaching de Londrina, dando visibilidade e mostrando a seriedade dos trabalhos de Coaching, por meio de eventos como palestras, café com Coaching, workshops e outros. Nesses eventos com empresários e profissionais de RH da cidade serão divulgadas informações consistentes sobre como funciona, quando indicar, para quem indicar e a relevância de todo o processo de Coaching dentro e fora das empresas.

O grupo está bastante entusiasmado com a ideia de promover ações com os objetivos definidos e para isso estão se reunindo a cada 15 dias na Associação Comercial de Londrina.

Turma de Londrina

Turma de Londrina

 

ACONTECERÁ

4 – Curso de Formação de Coach Executivo e Empresarial

Nova turma do curso de Formação de Coach Executivo e Empresarial inicia-se no dia 28 de outubro em Curitiba.

E estão abertas as inscrições para novas turmas de Formação de Coach Executivo e Empresarial em Porto Alegre, São Paulo e outras cidades.

Visite nosso site e veja em que cidades teremos novas turmas e como se inscrever.

5 – Mais Grupo de Estudo

Estão abertas as inscrições para um novo Grupo de Estudo em Porto Alegre, para 2017. Pré-requisitos: ter formação em Coaching e vivência na área.

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