Coaching de Equipe: Ênfase no individual ou no coletivo?
14/01/2016
Boletim Informativo – Ano 10, Junho de 2016 – Número 02
21/06/2016
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Boletim Informativo – Ano 10, Março de 2016 – Número 01

Prezados colegas, é com grande satisfação que assumo este enorme desafio como Presidente da ABRACEM nesta nova gestão, juntamente com a Ana Cristina Simões (Vice Presidente) e toda a competente Diretoria e Conselho que nos acompanha [...]

 

SÚMARIO
Mensagem da Presidência | Editorial | Artigo | Resenha | Notícias | Adendo à Notícias

 

MENSAGEM DA PRESIDÊNCIA

Prezados colegas !

É com grande satisfação que assumo este enorme desafio como Presidente da ABRACEM nesta nova gestão, juntamente com a Ana Cristina Simões (Vice Presidente) e toda a competente Diretoria e Conselho que nos acompanha.

Para tanto, tomo a liberdade de me apresentar brevemente para aqueles que não me conhecem. Sou gaúcha e psicóloga de formação. Fiz parte da primeira turma de Formação em Coaching Executivo em Porto Alegre a atualmente concluo minha Formação Didata em Coaching Executivo e Empresarial.

Me dedico à prática do Coaching Executivo há 6 anos, após uma vasta vivência como gestora de RH e consultora organizacional, o que me proporciona uma aprendizagem contínua e uma grande satisfação e realização.

Nossa proposta é tornar ainda mais conhecida e reconhecida nossa Associação como uma referência no Coaching Executivo e Empresarial.

Queremos nos aproximar mais, ouvir, compartilhar e construir conjuntamente com nossos associados este caminho.

Sabemos que vivemos um momento político e econômico bastante preocupante, o que torna nossa missão ainda mais desafiadora.

Nossa querida Mestre Rosa Krausz se dedicará a Diretoria Científica e de Formação, visando concentrar sua atuação em produzir e transmitir o seu grande saber e experiência.

Esperamos contar com todos vocês e queremos que saibam que nossa Associação está de portas abertas a todos vocês.

Um grande abraço,
Liana Gus Gomes

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EDITORIAL

Caros colegas,

Apesar dos desafios que o cenário político e econômico atual nos impõem, é com grande entusiasmo que os saudamos com esta primeira Edição do nosso Boletim em 2016!

Uno-me nesta saudação à nossa Presidente, Liana Gus Gomes, como sua Vice-Presidente para a gestão da ABRACEM durante este triênio, em sua primeira Mensagem da Presidência, e convido a todos para as leituras que selecionamos especialmente para compor esta Edição.

Na Seção Artigo, compartilhamos a visão de David Clutterbuck a respeito do futuro do Coaching Executivo e Empresarial, através da publicação do conteúdo por ele enviado como contribuição para o debate que abriu o I Congresso Brasileiro de Coaching Executivo e Empresarial, realizado pela ABRACEM em Curitiba nos dias 25 e 26 de novembro de 2015.

Nossa Diretora Científica e de Formação, Rosa Krausz, sugere importantes reflexões a respeito da contribuição da Supervisão para a prática do Coaching Executivo e Empresarial, através da Resenha de uma Tese de Doutoramento, tema este que vem sendo cada vez mais abordado e explorado na atualidade.

Como Notícia, informações sobre a primeira turma do Curso de Formação deste ano em Curitiba, lembrando que, completados nossos 10 anos de Associação, pela primeira vez temos Membros Didatas Certificados conduzindo as Turmas de Formação de Coaches Executivos e Empresariais, simultaneamente e em diversas localidades, sob a Coordenação Geral de Rosa Krausz.

Boa leitura!

Um abraço,
Ana Cristina L. Simões

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ARTIGO

Principais tendências em Coaching 

Por David Clutterbuck, 2015

Coaching como disciplina está se desenvolvendo. Apresento aqui cinco das principais tendências que estão reformulando o Coaching.

Profissionalização
Até hoje, a profissionalização em Coaching tem focado primeiramente o desenvolvimento de padrões de treinamento (onde entra a contribuição da ICF), depois a criação de competencias (iniciado pela EMCC a medida que evoluiu do trabalho do grupo de investigaçã da EMC). Desde então passou para a supervisão e está adotando rapidamente o Coaching de Equipe. Coaches internos, vistos como as Cinderelas do Coaching, estão sendo cada vez mais atraídos pela profissionalização. Uma pergunta importante seria até onde pode e deve ir a profissionalização ?

Um tema intimamente relacionado com profissionalização é a maturidade do Coach. Dados obtidos por centros de avaliação nos permitem identificar quatro estágios distintos de abordagem do Coach:
abordagens baseadas em modelos, passando por abordagens baseadas em processos, baseadas em disciplinas até abordagens sistêmicas ecléticas. Cada uma destas exige uma transição importante na forma como o Coach vê a si mesmo e a sua prática e uma expansão substancial de conhecimentos e habilidades.

Integração de Coaching e Mentoring
Nos últimos três ou quatro anos também constatamos sinais de profissionalização em Mentoring. Parece que executivos que se aposentam desejam usar sua experiência num papel .mais desenvolvimentista do que de consultoria. Não querem transformar-se em Coaches, mas preferem as habilidades não diretivas e centradas no cliente de um Coach profissional. John Leary-Joyce refere-se a este tipo de mentoring como Coaching plus (mais) – sendo o plus a utilização da sabedoria e da experiência para oferecer perguntas específicas da atividade e outras contextuais que são estimuladoras em virtude do seu insight contextual.

Nas organizações, os programas internos de mentoring desenvolvimentista tornaram-se a chave para o desenvolvimento da cultura de Coaching. Gerentes de linha, a quem falta a segurança para aplicar métodos de Coaching com suas equipes, poderão aprender comportamentos de desenvolvimento não diretivos ao tornarem-se mentores de alguém de outra área da organização. (refiro-me aqui especificamente ao mentoring de desenvolvimento, baseado em Athena como deusa da sabedoria – de modo que Mentoring será usar a própria sabedoria para ajudar alguem outro a desenvolver a sua própria. Nos USA, bem como boa parte da literatura sobre Coaching de lá, há uma forma diferente e muito mais diretiva de Mentoring, que denominamos de Mentoring orientativo – baseado em Athena como o protetor. (daí o termo Protegé em vez de Mentorado)

Tecnologia
Inteligência Artificial, mundos virtuais ou mesmo algoritmos relativamente simples contém o potencial para substituir muito do Coaching de nível básico, em especial o coaching baseado em modelos simplistas, como o GROW. Se for um processo mecanicista, poderá ser mecanizado! De um lado isto poderá ser uma ameaça – muito do que os Coaches aprendem em treinamentos introdutórios poderá agora ser realizado pela máquina – mas, ao mesmo tempo, é uma oportunidades para elevar a competência profissional e o impacto dos Coaches a medida que estes adquiram as habilidades que não podem ser automatizadas.

Orientação para Metas
Em nossa investigação sobre como os Coaches usam metas, torna-se cada vez mais claro que muito da literatura existente é simplista. Metas emergem e evolvem muito mais do que surgem como objetivos fixos – pelo menos quando o Coaching é bem feito. Observamos agora abordagens com mais nuances de como Coaches contribuem para o cliente estabelecer, gerir e trabalhar com metas.

A Dimensão Equipe
A maioria dos processos de Coaching é um-a-um, mas um crescente número de Coaches está adicionando Coaching de Equipe ao seu portfólio de produtos. Este exige um nível elevado de habilidades e conhecimento que combine com seu desejo de desenvolvimento profissional contínuo. Observamos , também, um afastamento do conceito do gerente de linha como Coach em direção a criação de uma cultura de Coaching dentro das equipes de trabalho – nas quais cada um assume a responsabilidade pelo desenvolvimento e pelo Coaching de todos os outros. Isto, é claro, integra o Coaching nas práticas cotidianas da equipe. Tempos estimulantes para os Coaches!

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RESENHA

Por Rosa R. Krausz

Hodge, Alison (2014). Investigação sobre o que acontece na supervisão em coaching
com a finalidade de aperfeiçoar a profissão de coaching.
(Inquiry into what goes on in coaching supervision
to the end of enhancig the coaching profession)
Tese de Doutoramento – Universidade de Middlesex, Inglaterra, 2014

O interesse pela supervisão em Coaching e, particularmente , em Coaching Executivo e Empresarial não é recente. Data do início do século XXI e tem sido retomado nos últimos anos como uma proposta de obrigatoriedade de algumas entidades auto certificadoras.

Tal proposta tem  gerado uma polêmica intensa a respeito da falta de pesquisas sistemáticas que comprovem a contribuição da supervisão para o desenvolvimento /aperfeiçoamento dos Coaches e dos serviços por eles prestados.

A tese  de Alison Hodge, como a própria autora declara na Introdução às suas conclusões, “ Este Programa de Doutoramento constitui uma análise exploratória da supervisão em coaching. Partiu da minha preocupação inicial e da curiosidade sobre o porque os coaches não fazem supervisão”.

Como na maioria dos casos, trata-se de uma investigação realizada com um número limitado de participantes, ou seja, 6 coaches e 5 supervisores , todos eles associados a alguma das várias associações  de coaching inglesas, utilizando a metodologia da pesquisa-ação participativa.

O material coletado focou a descrição das reflexões dos coaches sobre sua experiência de ser supervisionado, complementada pelas reflexões dos supervisores, oportunizando uma comparação entre as duas.

Os quesitos selecionados foram os seguintes:

Para os supervisionados

  1. Que questões você levou para a supervisão?
  2. O que aconteceu, apareceu, o que funcionou e não funcionou em termos de processo, conteúdo, relacionamento com o supervisor e outros aspectos que lhe pareceram relevantes?
  3. Que mudanças as sessões de supervisão tiveram na sua atividade de coaching?

Para os supervisores

  1. O que os seus supervisionados trouxeram para a supervisão?
  2. O que aconteceu, apareceu, o que funcionou e não funcionou em termos de processo, conteúdo, relacionamento com seu supervisionado? Algo mais que lhe pareceu relevante?
  3. Que mudanças as sessões de supervisão tiveram na sua atividade de supervisão?

Estas questões geraram algumas observações interessantes que nos convidam a refletir sobre o tema Supervisão em Coaching.

Os Supervisionados consideraram que a supervisão:
a)      tem um efeito restaurador ao diminuir as preocupações do coach.
b)      traz encorajamento e segurança em termos de quem o coach é e como se mostra para seu cliente.
c)      clareia o pensamento e identifica novas abordagens.
d)     reenergiza o coach ao ser atendido por alguém genuinamente interessado.
e)      proporciona  reconhecimento ao coach.
f)       acalma o coach e permite que este aprenda e explore novas idéias.
g)      oportuniza o contato e o diálogo com colegas.
h)      proporciona um relacionamento com alguém confiável que o desafia.

Os Supervisores consideram que supervisionar:
a)      contribui para que se possa exercitar a capacidade de criar  um espaço seguro, tranquilo e reflexivo para trabalhar o que o supervisionado traz.
b)      contribui para praticar a criação de um relacionamento supervisor / supervisionado produtivo.
c)      estimula o uso de intervenções específicas como metáforas, poesia, contar estórias, usar imagens visuais, etc.
d)     oportuniza tornar a supervisão atraente ao apoiar o supervisionado.
e)      desenvolve a compreensão do propósito e das metodologias que capacitam o os coaches a aprederem e crescerem através do processo de supervisão e do relacionamento.

A autora considera que os participantes deste projeto de pesquisa-ação tornaram-se mais conscientes e mais abertos para esta experiência de supervisão e dos  benefícios que esta atividade traz  para a prática profissional.

Uma informação interessante é o mapa mental (p.328) sobre as razões para não fazer supervisão construído pela autora com base nos relatos dos participantes;

Dentre as várias razões levantadas citamos as seguintes:

  1. Associar a supervisão com o não saber atuar
  2. Não entender o porque da supervisão
  3. Não saber lidar com sua ansiedade
  4. Não entender o valor do diálogo/processo reflexivo
  5. Medo de expor-se
  6. Medo de não saber responder a eventuais perguntas
  7. Falta de hábito de investir em seu aperfeiçoamento
  8. Não atua com freqüência como coach para gastar dinheiro com supervisão

A tese de Alison, por tratar-se de uma investigação recente, fornece um retrato atualizado do tema Supervisão. É um trabalho minucioso, cuidadoso que demonstra conhecimento, seriedade e familiaridade com o tema.

Lamenta-se, como em outros trabalhos de pesquisa, a limitação do número de participantes que dificulta a representatividade das constatações e a análise das inúmeras variáveis contextuais intervenientes que poderiam distorcer as conclusões a respeito dos benefícios constatados pelos participantes. Suas conclusões apóiam a importância da supervisão, com uma forma potente de promover a educação continuada, considerando-se que Coaching Executivo e Empresarial atua num contexto turbulento e mutante que exige atualização constante.

É mais um precioso estudo de caso que traz luz sobre a utilização da supervisão, uma intervenção largamente utilizada pela Psicologia, Counseling e Serviço Social, mas ainda em fase de ajustamento às demandas específicas do Coaching Executivo e Empresarial.

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NOTÍCIAS

Notícias: Coaching Executivo Empresarial no Brasil

Iniciou em Janeiro e conta com 12 participantes. Um grupo pro ativo, entusiasmado , interessado em conhecer, estudar e aplicar o Coaching Executivo e Empresarial.

Coordenação Geral Rosa Krausz e docência Ivana Zanini.

Foto do grupo , com a sua criação do conceito de coaching.

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Da esquerda para a direita, em pé : Lelio, Fabricia, Eduardo, Ivana, Karla, Julio, Claudine, Losangela.

Abaixados da esquerda para a direita : Carine, Eliane, Patricia, Celia, Marcia e Maria Helena.

A Palestra foi proferida pelo atual Diretor Ética da ABRACEM, Carlos Sahium.

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IMPORTANTE: ADENDO ÀS NOTÍCIAS DESTE BOLETIM ABRACEM

Em 15 de janeiro iniciaram-se também as aulas do Curso de Formação de Coaches Executivos e Empresariais em São Paulo.

A Didata Ana Paula Peron e a Coordenadora Geral e Diretora Científica e de Formação, Rosa Krausz, deram as boas vindas à turma, cuja imagem segue abaixo.

Em pé, da esquerda: Andressa dos Santos, Thiara Santos Lima, Hilda Teixeira, Miguel Soler, Denise Granados, Ana Paula Peron, Rosa Krausz, Elma Bombardieri.

Embaixo: Claudio Queiroz, Jane I. Ferreira, Elisabete Alves, Tânia Araújo.

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