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Boletim Informativo – Ano 04, Junho de 2010 – Número 02

Saudações! No início de 2010 quando olhávamos para o segundo semestre, o II FOCO – Fórum de Coaching Executivo e Empresarial parecia-nos muito distante. Num piscar de olhos aqui estamos nós a todo vapor iniciando a divulgação [...]

 

SÚMARIO
Mensagem da Presidência | Editorial | Maieuticando | Resenha | Notícias

 

MENSAGEM DA PRESIDÊNCIA

Saudações!

No início de 2010 quando olhávamos para o segundo semestre, o II FOCO – Fórum de Coaching Executivo e Empresarial parecia-nos muito distante. Num piscar de olhos aqui estamos nós a todo vapor iniciando a divulgação do evento, selecionando e contratando serviços de apoio, convidando palestrantes e escolhendo os temas para as mesas redondas.

Como é prazeroso verificar que estamos no caminho certo quando recebemos e-mail e telefonemas advindos de diversos estados do Brasil pedindo detalhes do II Foco e solicitando informações sobre os cursos de formação.

Nossa associação enfim se tornando conhecida e reconhecida.

Contamos com sua colaboração como associado e/ou simpatizante ABRACEM na divulgação do II Foco que está previsto para os dias 29 e 30 de Setembro, em Curitiba. Veja mais detalhes sobre o assunto neste Boletim Informativo.

Um abraço,
Leilane Galan

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EDITORIAL

Caros colegas,

O Boletim Informativo ABRACEM, no seu número 2 do Ano 4, está chegando em suas mãos em meio a um clima de decepção dos brasileiros em geral, entusiasmados que estavam com a Copa do Mundo.

Nós da diretoria da ABRACEM continuamos esperançosos e confiantes, no processo de amadurecimento da nossa seleção brasileira bem como da nossa profissão, no Brasil.

Nossa Presidente, Leliane Gala, na sua mensagem reconhece que estamos no caminho certo como instituição, pois existem manifestações de interesse em dela participar e convida-nos a refletir na importância de participarmos do segundo fórum que a Associação promove, na sua, até aqui, curta existência.

Em Maieuticando, Clelia Lyra aborda novamente a fronteira que separa e aproxima modalidades de intervenção, destacando a importância de saber quem somos como profissionais e, para tanto, fazendo uma analogia com o teatro e a função do ator.

Na resenha, Rosa Krausz nos instiga a ler um livro que aborda entre outros temas, questões bem delicadas como as diferenças de valores e as tentativas de generalizar o que não é generalizável, em termos de práticas de coaching tomando regiões como Ásia, América Latina e África.

Nas notícias, acontecimentos importantes no mundo no Brasil, como o II FOCO em Setembro.

Desejamos uma leitura profícua e que o inverno, com sua tendência ao recolhimento possibilite mais criatividade na profissão de na vida.

Cleila Elvira Lyra

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MAIEUTICANDO

Quem somos quando somos coaches?

Por Clelia Elvira Lyra

Tenho percebido a importância da clareza de uma definição de identidade a que a ABRACEM sustenta através de seus estatutos: somos uma Associação de Coaching Executivo e Empresarial. Os coaches a ela associados, desde que realmente comprometidos com a filosofia, valores, deontologia por ela definidos, podem revelar aos outros, com maior facilidade em que consistem suas atividades.

Existem muitas maneiras de atuar neste campo, algumas mais estritas, podendo chegar a ser rígidas e outras mais flexíveis, podendo chegar a… não-ser.

Trata-se de uma condição que o coaching compartilha com todas as outras modalidades de intervenção, ou talvez, profissões novas e não regulamentadas. Algumas dessas práticas não possuem a exigência de uma formação universitária específica e tampouco um Conselho Profissional que as regule.

Não pretendo afirmar aqui que a existência dessas condições, em qualquer campo, evite as ações de pessoas pouco sérias. Contudo, se não soluciona problemas de más atuações profissionais, pelo menos os amenizam, por um lado (durante o curso universitário) pelo fato do contato por 3, 4 ou 5 anos com profissionais, professores, teorias e modelos e por outro, pela possibilidade de atuação “vigilante” por parte de uma entidade que zela pela ética profissional, como os Conselhos de classe.

Não sendo esse o enfoque desse artigo, paremos aqui com essas reflexões de ordem normativas e passemos a colocar nosso foco nas questões ou condições que se pode estimular, a partir de uma associação de profissionais autônomos e heterogêneos como a nossa.

Apesar de já abordado nesse veículo, (Boletim Informativo Abracem, Ano I, nº 3) e também no I FOCO (Coaching Executivo e Empresarial e Terapia: Como distingui-los, por Fabio Michelete, Vânia Bruggeman), persistem as dúvidas acerca da faixa que bordeia os âmbitos e permite a distinção entre as atividades de Coaching e Psicoterapia, independente da sua modalidade.

Tendo desenvolvido duas atividades de Coaching no XIII Encontro de Psicologia no Paraná, em 2009, senti-me confortável em responder as várias indagações recebidas acerca dos âmbitos e limites das atividades de Coaching e Psicoterapia. No entendo enquanto eu estava relativamente apaziguada com essas questões, mesmo com muitas perguntas sem resposta, percebi que muitos psicólogos presentes não tinham certeza acerca dos objetivos, conhecimentos necessários e principalmente modos de ação e posicionamentos diferentes entre as duas atividades.

Alguns dentre aqueles profissionais entendiam que estamos em uma época onde se deve ressaltar o sistêmico, o integral ou holístico. Partindo dessa suposição seus defensores entendiam que os limites entre as abordagens poderiam ser tênues posto que a finalidade era semelhante senão igual, como sugeriam alguns. Para outros, pouco importava o nome do que se praticava desde que existisse um contrato, entre contratante e contratado, e que o objetivo do primeiro fosse alcançado.

Embora concorde plenamente que vivemos em rede, na tela da vida como diria Capra¹, ou que estamos na época do pensamento complexo e que este é tecido junto, como diria Morin², entendo ser justamente mais importante ainda, no momento, saber o que se faz a partir de qual continente teórico se escuta e se fala. Não fazer isto é correr o risco de sincretismo profissional, ou dito de outro modo, de realizar uma mistura qualquer sem elaboração, integração e síntese. Um posicionamento do tipo, todos os caminhos levam a Roma, no que diz respeito à atuação profissional, pode ocasionar vários tipos de danos, mesmo que simplesmente a perda de tempo e de dinheiro por parte do cliente³.

Lendo em livros, observando os anúncios de cursos de “formação” em coaching e navegando em sites brasileiros e internacionais, percebo que de fato necessitamos falar, discutir, refletir mais sobre este “campo”. Expressemos pois nossas opiniões e experiências, já é uma maneira de trazer mais informações e talvez algum esclarecimento.

Considero que tudo está interconectado, entretanto se fosse possível facilitar a saída de situações desconfortáveis dos clientes atendendo-o desde esse todo de saberes e métodos respondendo a um todo de necessidades, alguns diriam que bastariam os psicólogos e psiquiatras com suas largas alternativas de psicoterapias e aconselhamentos. Mas por outros lado, outros afirmariam que as formações sobre coaching integral ou coaching de vida preparam seus pupilos de modo que pessoas com demandas tanto profissionais como de vida, possam mais rapidamente solucionar seus desconfortos. Em outras palavras, o coaching de vida é mais atual em sua metodologia e assim poder ser mais eficaz que as velhas terapias (sempre imaginadas de longa duração).

As dificuldades em delinear as fronteiras entre essas abordagens, que como já citamos têm sido trazidas por membros da Abracem, persistem pelas muitas indefinições, mesmo porque somente expomos mas pouco dialogamos e tampouco debatemos para concluirmos sobre o território até aqui indefinido (para não dizer polêmico).

Diante dessas reflexões, continuei a me perguntar: para que existiriam as psicoterapias se os coaches de vida atendem a pessoas com dificuldades na sua vida pessoal? E por outros lado, para que existiria o Coaching Executivo se os psicoterapeutas atendem a pessoas com dificuldades profissionais?

Entendo que essa mesma região nebulosa encontra-se também mais perto dos associados da Abracem e trata-se da fronteira entre o Coaching Integral (ou de vida) e o Coaching Executivo e Empresarial. Dispensemos detalhar as ressalvas óbvias, porém trata-se da mesma sorte de ambiguidades que se verificam entre psicoterapia e coaching.

Participando recentemente da vida de uma atriz de teatro e acompanhando seus conflitos com um personagem que necessitava representar, começou-se a fazer mais claro as razões da necessidade de se diferenciar certos papéis e funções. Um ator que não tenha muita clareza da sua condição pessoal, terá muita dificuldade em representar um personagem que lhe exija identificação a algo que para ele não esteja claro em si próprio.

Por exemplo, um papel de homossexual dificilmente será bem desempenhado por alguém que não esteja bem resolvido com sua identidade sexual. Um script de tirano será de difícil assunção por alguém que tenha dificuldades com sua própria agressividade e igualmente, um papel/personagem que esteja confuso a um ator, não será bem representado por ele. Completando, se não houver compreensão muito clara do personagem a ser representado – isto é, seus conflitos, sua personalidade, seu estilo de vida, suas condições e preferências – destacando-as da sua própria identidade, a assimilação do papel ficará comprometida e a representação pouco convincente. Em resumo, se não houver diferenciação entre o papel e o ator, será mais difícil a integração em uma boa representação, com pouca chance de clareza e capacidade de convencimento na representação do personagem.

Pareceu-me importante essa analogia e sua constatação contribuiu muito para esclarecer minhas dúvidas em torno da minha questão quem somos quando somos coaches? Em que pese possa parecer heterodoxo comparar duas profissões tão distintas, a de ator e coach, por outro lado existe pelo menos uma semelhança: nos dois âmbitos de trabalho, corremos o risco de nos confundir porque em ambas somos convocados em nossa essência emocional e anímica, ou seja, em nossa inteireza humana.

Uma das nossas maiores competências como coaches consiste em saber distinguir. Mas só conseguimos fazê-lo, a despeito das ambiguidades do nosso inconsciente, se soubermos quem somos naquele momento, diante do nosso coachee.

Saber quem somos nos permite saber o que estamos fazendo, permite também que nos enraizemos em nossa identidade (de coach executivo, de psicoterapeuta, coach ontológico ou etc.) contribuindo para que nosso “cliente” também saiba o que está fazendo ali e o que pode esperar.

Em nome do esclarecimento, da aprendizagem, da humildade, convido os colegas e exporem suas idéias para que possamos refletir sobre diferenças de pontos de vista e, assim, façamos nossa parte para o aperfeiçoamento da atuação e da formação do profissional de coaching no cenário brasileiro.

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RESENHA

“Business Coaching International – Transforming Individuals and Organizations” de Sunny S. Rostron

Por Rosa R. Krausz

A proposta desta obra, nas palavras da própria autora é “oferecer um largo espectro da teoria e padrões de Coaching, bem como um panorama claro e acessível da prática do Coaching Empresarial”.

De fato, trata-se de um manual que contém vários modelos teóricos, informações diversas sobre a prática e o pensamento relacionado com o Coaching Empresarial. Sua contribuição beneficiará os coaches experientes e os recém iniciados, profissionais que atuam na área de RH, executivos que desejam compreender os princípios do Coaching Executivo e Empresarial e pessoas interessadas em ingressar nesta área de atuação como Coach interno ou externo.

O livro divide-se em dez capítulos e um adendum. O primeiro aborda questões introdutórias gerais.

O capítulo 2 trata do processo do Coaching empresarial. Faz um ligeiro apanhado histórico, aborda alguns aspectos do processo de Coaching no mundo, uma tarefa que necessitaria de mais espaço, mais informações e, sobretudo, o estabelecimento de alguns critérios gerais, inclusive de ordem geográfica para sua análise. Sobre a América Latina, por exemplo, limita-se a transcrever um assim chamado “case study” sobre a Argentina que inclui dois parágrafos sobre o Chile.

O capítulo 3, embora se intitule de “A conversa em Coaching” trata também das competências do Coach, comparando as propostas de 4 associações: Comensa (África do Sul), ICF (USA), EMCC (Inglaterra) e WABC (Canadá).

O capítulo 4 aborda diferentes quadros de referência utilizados para o processo de questionamento. A autora ressalta a necessidade de uma estrutura clara para a conversa entre Coach e Coachee e a integração do questionamento com o modelo de Coaching adotado pelo profissional. Apresenta e descreve alguns modelos dentre os vários existentes.

O capítulo 5 retoma os temas Modelos e seus respectivos estágios, Intrumentos e Técnicas, todos ilustrados através da apresentação de casos.

No capítulo 6 o foco, escrito a três mãos, é a diversidade. Surpreendem algumas tentativas de caracterizar as especificidades do processo de Coaching na Argentina, na Ásia, na África em “latinos”, expondo assim os perigos de generalizar o que não é generalizável. São comentados teoricamente questões relacionadas a pressupostos, raça, gênero, estilos de comunicação, religião e contexto num esforço de ressaltar a relatividade da nossa visão de mundo e de nossos valores no papel do Coaches.

Os valores e as crenças são abordadas no sétimo capítulo sob o título de Questões de aprendizagem experiencial e existencial no trabalho e na relação Coach/Coachee, envolvendo temas como Ser X Fazer, Sentido X Propósito, Passado X Presente X Futuro, Aprendizagem, etc.

O capítulo 8 é dedicado a temas de caráter prático como modelos de Supervisão, contratação e preocupações éticas, um dos capítulos mais extensos do livro.

A preocupação com o desenvolvimento de um corpo de conhecimentos e a importância da pesquisa são o objeto do capítulo 9. Aí ressalta-se a importância do diálogo internacional, como o da Global Convention of Coaching ou as propostas de pesquisa apresentadas pelo International Coaching Research Forum (ICRF) em 2008.

O capítulo 10, fechamento do trabalho, busca a integração e síntese desta profissão emergente e enfatiza a necessidade de reflexão contínua, da aprendizagem de adultos e da prática a fim de garantir a caminhada em busca da maturidade. Faz comentários sobre a complexidade do processo de Coaching, a riqueza da abordagem sistêmica, do conhecimento da sabedoria e da experiência.

Esta obra traz ainda um Apêndice especial sobre as Competências do Coaching Empresarial.

É um livro de quase quatrocentas páginas que além de oferecer ao leitor um panorama do Coaching Empresarial na atualidade, contém uma vasa bibliografia especializada útil para os estudiosos que desejam pesquisar temas de seu interesse.

 

REFERÊNCIAS

Sunny S. Rostron (2009). Business Coaching International – Transforming Individuals and Organizations. Londres: Karnac Books Ltd.

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NOTÍCIAS

Notícias: Coaching Executivo Empresarial

COACHING EXECUTIVO E EMPRESARIAL NO MUNDO

Como faz todos os anos desde 2006, a Sherpa Coaching, publica seu levantamento sobre Coaching Executivo. Neste ano nos traz algumas tendências observadas nos Estados Unidos e no Canadá, países nos quais foi colhida a maioria dos dados.

Algumas das questões analisadas foram:

1.  Para que são contratados Coaches Executivos?

Uma análise comparativa com levantamentos anteriores indica um crescimento do uso do Coaching Executivo no desenvolvimento preventivo de lideranças. Se até uns três anos atrás, Coaching era visto como uma intervenção para solucionar prolemas, hoje passou a ser um símbolo de status conferido a pessoas de elevado potencial. No presente levantamento e, 73% das organizações respondentes disponibilizam Coaching para gestores sênior e altos executivos.

2. A formação/certificação é relevante na escolha de um Coach Executivo?

Houve um consenso elevado a este respeito, uma vez que 76% dos Coaches Executivos respondentes consideraram que a certificação formal é “muito importante” ou “absolutamente essencial”.

3. Como escolher um programa de formação de Coaches Executivos?

O levantamento ressalta os seguintes pontos:

– Optar por cursos que informam a priori quem serão os coordenadores e/ou instrutores do programa de formação.

– Considerar as credenciais dos coordenadores e/ou instrutores.

– Verificar se o curso utiliza material didático farto e disponível ou material particular que só será acessível após a inscrição.

– Verificar se a formação será toda ou parcialmente presencial.

O levantamento indica que nos últimos 4 anos o número de Coaches que fizeram sua formação on-line ou por telefone caiu desde o levantamento anterior de 38% para 5%, sinalizando que com este tipo de formação a sobrevida de coaches no mercado diminuiu significativamente.

Observou-se também que Coaches certificados tem rendimentos mais elevados, como demonstra um estudo específico sobre remuneração.

4. Qual a duração de um processo de Coaching Executivo?

O levantamento indica que 62% dos respondentes consideram que a duração não deverá ultrapassar os 6 meses e 73% dos profissionais de RH que participaram deste levantamento concordam com esta posição.

Coaching Executivo Empresarial no Brasil

II FOCO – ABRACEM

Curitiba – 29 e 30/09/10 – na PUC-RC – Prado Velho

Tema central: Coaching Executivo e Empresarial: o Profissional, a Teoria e a Prática.

Lembramos que a ABRACEM congrega Coaches Executivos e Empresariais, fomenta a produção de conhecimento e pretende com este Fórum dialogar sobre as características e potenciais desta prática profissional, diferenciando-a de outras abordagens.

Investimento:

Associado ABRACEM: R$ 200,00

Não-associado: R$ 220,00

Estudante de Graduação: R$ 110,00

Curso Pré-Fórum

“Aspectos Distintivos do Coaching de Equipe”

Rosa Krausz, dia 29/09 das 13h30 às 17h30

Inscrição: R$ 100,00

Inscrições e Informações adicionais

Inf: foco@abracem.org.br

Fone: 41 9900-1556

Site: www.abracem.org.br

 

CARTAS E E-MAILS DO LEITOR

Caro colega continue a participar, através desse espaço com suas opiniões, sugestões. Nossa associação agradece.

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