Boletim Informativo – Ano 02, Junho de 2008 – Número 02
18/06/2008
Boletim Informativo – Ano 02, Dezembro de 2008 – Número 04
25/12/2008
Exibir tudo

Boletim Informativo – Ano 02, Setembro de 2008 – Número 03

Caro(a) Colega, mais um trimestre se passou e mais uma vez tenho a satisfação de cumprimentá-lo(a) através do nosso Boletim. A ABRACEM está amadurecendo, o interesse por cursos reconhecidos pela nossa Associação está aumentando [...]

 

SÚMARIO
Mensagem da Presidência | Editorial | Maieuticando | Artigo | Resenha | Notícias | 1º FOCO – Fórum de Coaching Executivo e Empresarial

 

MENSAGEM DA PRESIDÊNCIA

Caro (a) Colega,

Mais um trimestre se passou e mais uma vez tenho a satisfação de cuprimentá-lo(a) através do nosso Boletim.

A ABRACEM está amadurecendo, o interesse por cursos reconhecidos pela nossa Associação está aumentando, novos colegas estão concluindo sua formação, novos talentos tem-se agregado voluntariamente para trabalhar em prol da nossa Associação, o que nos fortalece e nos encoraja a assumir os desafios do crescimento, da inovação e do desenvolvimento.

Os preparativos para o 1º FOCO estão em franco progresso. Já foram definidos o local, as atividades, o curso pré-fórum e aguardamos com expectativa e curiosidade as propostas de trabalhos para elaborar a programação definitiva.

Será uma oportunidade ímpar de reencontrar colegas e amigos, fazer novos contatos, partilhar experiências, participar dos debates, renovar conhecimentos e acompanhar as mudanças que estão acontecendo tanto na oferta, quanto na procura dos serviços de Coaching Executivo e Empresarial.

Contamos com a sua presença e seu apoio e agradecemos antecipadamente a divulgação do 1º FOCO que acontecerá em Curitiba, na UNNINDUS, nos dias 22 e 23 de outubro próximo.

Receba meu cordial abraço,
Rosa R. Krausz

Voltar ao topo

 


 

EDITORIAL

A responsabilidade por desenvolver e publicar este boletim tem sido cada dia maior. Como fala nossa mestra Rosa, “a ABRACEM está amadurecendo”. Notamos mesmo que ela está desenvolvendo músculos, sinapses, armazenando experiências e articulando idéais, conhecimentos, motivações, intenções em um tempo bastante curto.

Será o 1º FOCO? O que tem conseguido nos inspirar para que consigamos convergir tanta energia positiva, entendimentos e ações para resultados?

Existe um pequeno grupo de coachs da ABRACEM que tem se dedicado a organizar o fórum Coaching Executivo e Empresarial: Onde Estamos e Para Onde Vamos? com tanto carinho e competência, que não podia deixar de ser compartilhado neste espaço, pois o boletim, a ABRACEM, o FOCO, são todos interdependentes e a disposição em relação a um deles revela interesse e disposição em relação aos outros.

O processo de construção e de organização do 1º FOCO está acontecendo de modo bastante semelhante a descrição que Dee Hock fez em seu livro O Nascimento da Era Caórtica¹ a respeito do cartão de crédito VISA. Em nosso pequeno grupo acontece o caórtico: ele vem crescendo organicamente (ou autopoieticamente²), ou seja, sem convites e sem interdições… a pessoa vai entrando, opinando, criando seu espaço, assumindo e ficando… sem pedir permissão e sem ser considerada intrusa. Trata-se da ordem que nasce do caos. Tem sido muito gratificante participar dessa experiência-ponte-virtual Curitiba-São Paulo.

A responsabilidade refere-se à mobilização de interesses e ao despertar de competências que temos percebido e nos cabe, junto com outros, a difícil tarefa de analisar e sugerir limites ou estimular ousadias para algumas intenções e ações de nossos colegas. É responsabilidade por que não se trata de um blog particular ou de um grupo autônomo de alguma comunidade virtual. Trata-se de uma associação que reúne profissionais do Coaching Executivo e Empresarial e que pretende firmar seu posicionamento no mercado como uma fonte de informações e princípios para posicionamentos competentes e éticos.

Neste 4º número vemos dois temas que tratam de área ambíguas ou fronteiras pouco definidas na prática do coaching executivo. Nosso colega Fábio aborda na sessão Artigos que diferenças há (existem?) entre Coaching Executivo e Psicoterapia? Ele delineia alguns caminhos, ou talvez indique para onde se deve dirigir o olhar do coach, para solucionar o que chamou “zonas cinzentas”.

Na sessão Resenha, Rosa Krausz através da sua leitura do livro Transparency: How Leaders Create a Culture of Candor, traz uma instigante mensagem que soa como uma indicação, em relação à questão que um dos autores apresenta: “… surpreendente a frenquencia com que se defrontou durante seus 30 anos de experiência como consultor com questões éticas relacionadas com o temos de dizer a verdade para os detentores do poder.” Outra zona cinzenta com a qual como coach nos deparamos em nossas práticas.

Na sessão Maiêuti-cando, Clelia Elvira Lyra abre uma conversa polêmica sobre uma outra área cinzenta: Coaching. Será arte? Ou será técnica? Neste espaço se discute a função dos instrumentos de apoio na arte ou na técnica do coaching. Segundo ela, a missão do coach é traduzir uma parte em outra parte, como disse Fagner em sua bela canção Traduzir-se.

Mas, acima de tudo, nosso Boletim ABRACEM ainda espera maiores participações com opiniões através de cartas, e-mails, artigos. Assim, se você caro leitor se sentiu mobilizado com algo do que leu, nos escreva, formule sua questão ou sua opinião e faça sua voz nos alcançar!

Agradeço as contribuições dos colegas para que este Boletim Abracem número IV, se torne possível.

Desejo a todos uma proveitosa leitura!
Cleila Elvira Lyra

Voltar ao topo

 


 

MAIEUTICANDO

Coaching. Será arte? Ou será técnica?

Por Cleila Elvira Lyra

raduzir-se

FAGNER

 

Uma parte de mim é todo mundo

Outra parte de é ninguém, fundo sem fundo

Uma parte de mim é multidão

Outra parte estranheza e solidão

Uma parte de mim pesa, pondera

Outra parte delira

Uma parte de mim

Almoça e janta

Outra parte se espanta

Uma parte de mim é permanente

Outra parte se sabe de repente

Uma parte de mim é só vertigem

Outra parte linguagem

Traduzir uma parte na outra parte

Que é uma questão de vida e morte

Será arte?

 

Bela imagem nos traz Raimundo Fagner em sua indagação sobre a vida. Será arte?

Nossa inspiradora, Rosa Krausz, afirma que o coaching é uma arte. Creio que a maioria de nós, participantes daquela formação³, apreciamos tanto a experiência vivida, que não somente assumimos como conceito (já utilizado também pelos psicanalistas lacanianos³) como o experimentamos em nossas práticas profissionais. E ainda, para muitos, trata-se também de um modo de vida. A vida como uma arte. Sim, mesmo porque se conseguimos praticar esta abertura em nossa atividade profissional é porque também vivemos esta realidade, nas nossas vidas. Não há como sermos completamente diferentes profissional e pessoalmente. E, isto é muito mais verdade quando se trata de uma profissão como a de coach, para qual se demanda nosso posicionamento como ser. Em outras palavras, a profissão coach nos pede que estejamos presentes inteiramente e abertos ao outro e ao caminho que aceitamos percorrer em companhia do coachee. Não será isso uma arte?

Por outro lado, tenho conversado com colegas e percebido que para muitos deles, a profissão coach é muito mais uma técnica.

Em que sentido? No fato de utilizarem técnicas para apoiarem seus trabalhos.

Não vou abrir a discussão conceitual sobre o que é a técnica. Vou utilizar para que tenhamos todos a mesma concepção, a definição de Aurélio: 1. A parte material ou conjunto de processos de uma arte. 2. Maneira, jeito ou habilidade especial de fazer algo.

Olhando assim, toda arte supõe então uma técnica, seja ela científica (passível de ser comprovada, apoiada em fatos e dados empíricos) ou personalizada (subjetiva).

Sabemos que existem discussões desde os antigos filósofos e, entre estes, os sofistas, em relação ao conceito de verdade. A comunidade científica ao longo dos anos, acabou por emparelhar o conceito de verdade ao de validade, para uma dada sociedade ou um dado tempo. E aqui vemos a importância do desenvolvimento simultâneo dos métodos (e técnicas) e dos conceitos. Não sabíamos dos fenômenos da física subatômica antes de termos instrumentos que nos permitissem ir ligeiramente mais fundo, ir além do átomo, para podermos conhecer aquilo que é ora energia ora partícula. Por outro lado foi pela indagação conceitual, quem sabe a mesma intuição que tanto influenciou Einstein, que desafiamos a realidade buscando conhece-la mais apropriadamente.

Como disse oo psicólogo Kurt Lewin³: “…nada mais prático do que uma boa teoria.” Esta conversa entre prática e teoria é o que promove evolução e o progresso do conhecimento e dos métodos e técnicas.

Entre os profissionais que atuam em campos onde a subjetividade está sempre presente, como o do coaching, esta discussão também se faz presente há muitos anos, e neste artigo, estou fazendo com que convirjam para um foco especial: os instrumentos que levantam e fornecem perfis profissionais e pessoais.

Alguns colegas questionam tais instrumentos por diferentes razões. Suas bases científicas, seus critérios de verdade/validade, sua utilidade uma vez que o coaching é uma arte e seu principal instrumento deve ser a escuta ativa, é o que temos ouvido entre outros argumentos.

Creio que devemos refletir sobre uma questão central. Será que as restrições se devem aos instrumentos?

Creio ser este o cerne da questão e com base nesse entendimento podemos formular alguns perigos do seu emprego em coaching.

a) Os instrumentos podem falhar em revelar a abrangência do perfil do coachee mostrando-se insuficientes para apoiar um processo de desenvolvimento. Como um efeito negativo, tem-se um coach alheio a outras potencialidades do coachee, porém sem condições de relativizar o domínio do instrumento sobre sua percepção e até mesmo sobre a auto-imagem do coachee.

b) Os instrumentos podem gerar um acomodamento sob o domínio das técnicas, a crença demasiada nos resultados do instrumento. Como efeito negativo tem-se a diminuição da presença do ser do coach, o que empobrece enormemente o processo.

c) Os instrumentos podem incentivar uma dependência em relação à técnica. Como consequência tem-se a impossibilidade de conduzir um processo sem o auxílio de tais materiais de apoio, o que é uma distorção da arte do coaching.

Parece que existem argumentos fortes contra o uso de tais apoios.

Porém, inspirada pela bela letra de Fagner eu arrisco afirmar que a tarefa principal do coach é ser capaz de:

Traduzir uma parte na outra parte

Que é uma questão de vida e morte

Qualquer das duas partes sozinha, aquela “parte de mim que pesa e pondera” ou a que “delira”, que sonha, que intui, significa “morte” no questionamento, da abertura, da vida como ela é.

Assim, eu pergunto: sem os instrumentos seria um coach que caísse nas armadilhas da técnica, mais competente?

Deixo a pergunta em aberto. Quem sabe algum colega se interesse em tratar desse tema no nosso 1º FOCO, em algum artigo para o site da ABRACEM ou nos próximos Boletins?

Voltar ao topo

 


 

ARTIGO

Que diferenças há (existem?) entre Coaching Executivo e Psicoterapia? 

Por Fabio R. A. Michelete 

“Experiência não é o que acontece com um homem, é o que um homem faz com o que lhe acontece.”
(Aldous Huxley)

Conversando comcoaches, alguns formados em Psicologia como eu, percebo que a questão das diferenças entre o Coaching Executivo e a Psicoterapia permanece suscitando dúvidas. Além dos coaches de diferentes formações, coachees já me perguntaram claramente se a situação de um encontro com um coach não seria parecida com o (às vezes conhecido) contexto da clínica psicológica.

Tais questões não acontecem por acaso. Há zonas cinzentas e dúvidas sobre como as atividades se tocam. Qual o coachee que não reconhece dificuldades de ordem emocional por trás de seus maiores desafios profissionais. Qual o coach que não teve que acolher expressões emocionais marcantes geradas pelo dia a dia estressante e exigente das organizações nesses momentos? Até onde ele está preparado para lidar com estas questões psicológicas ou o psicólogo capaz de compreender contextos organizacionais?

Como veremos abaixo, mesmo definindo estas duas práticas, suas respectivas naturezas impedem que as zonas cinzentas deixem de existir. Mas há formas de definir campos de atuação que forneçam segurança aos envolvidos no processo, prevenindo “invasões” de lado a lado.

O Coaching Executivo, entendido como “uma parceria entre um coach executivo e um gestor que se propõe elevar sua performance profissional, a de sua equipe e da organização para a qual trabalha” (Krausz, 2007), terá seu foco nas aprendizagens e amadurecimentos necessários para se atingir determinados objetivos, normalmente ligados à vida profissional co Coachee. Cria uma relação de confiança e igualdade, em que horizontes de análise da situação são ampliados, e mudanças de comportamento são consideradas. A relação se propõe no mesmo nível, concentrada em provocar as mudanças necessárias no presente e futuro para que os objetivos do coachee sejam atingidos.

A Psicoterapia, por sua vez, pode ter diversas manifestações. O Conselho Federal de Psicologia a definiu como “… um processo científico de compreensão, análise e intervenção (…), promovendo a saúde mental e propiciando condições para o enfrentamento de conflitos e/ou transtornos psíquicos de indivíduos ou grupos”. Tal definição genérica considera a grande diferença de práticas psicoterápicas de diferentes visões de Ser Humano. Assim, podem diferir bastante em seu método, dependendo se a orientação do psicólogo for derivada da psicodinâmica (inaugurada pelos trabalhos de Freud), da Psicologia Comportamental (dos trabalhos de Watson e posteriormente Skinner), da Gestalt (baseadas nas idéais de Wertheimer, Köhler e Koffka), ou várias versões e interpretações que destes três forças foram se desmembrando. Algumas propostas analisarão questões passadas e seus impactos, outras presentes e futuras. Algumas enfatizarão que isto não deve prejudicar a observação do indivíduo e do que é importante para ele.

Como é possível notar, não há, de nenhum dos lados o monopólio ou características distintas seguras quanto ao método adotado, nem mesmo o uso de uma linguagem específica (uma vez que a Psicologia Organizacional também utiliza as denominações típicas das organizações). Mas embora tenham formas de atuação semelhantes, em sua definição fica clara a distinção de objetivos.

Diferente da Psicoterapia, no Coaching Executivo há um contrato focado no contexto profissional, determinando o que se busca com o processo de coaching adequado e bem conduzido. Difere da psicoterapia por esta ter objetivos de promoção de saúde, que não enfatizam um recorte específico da vida do indivíduo (como a vivência no trabalho).

O Coach Executivo não age como Psicólogo simplesmente por acolher as manifestações emocionais e dificuldades que emergem na relação. Faz isto como ser humano, parceiro que é na busca dos objetivos acordados, e tratará esta ocorrência como parte do processo. Está ciente de seu foco, e de que as mudanças que o coachee promove devem caminhar em direção ao estabelecido no contrato. Profissionais críticos e alertas em relação a sua atuação sabem perceber quando uma dificuldade psicológica passa a ser a tônica do processo, e os envolvidos podem analizar a pertinência de um encaminhamento à psicoterapia. A todo o momento, o Coach responsável deve avaliar se possui a competência requerida para o caso, ou propor e analisar alternativas que possam ser mais produtivas.

Voltar ao topo

 


 

RESENHA

Transparency: How Leaders Create a Culture of Candor

Por Rosa R. Krausz

Esta obra, da autoria dos bem conhecidos Warren Bennis, Daniel Goleman e James O’Toole, aborda temas que começam a emergir no mundo empresarial. São eles sinceridade, abertura, integridade e honestidade e sua crescente relação com a sobrevivência e o sucesso das empresas e de suas lideranças.

Como escrevem os autores, “… você poderá afirmar que acredita em transparência, sem pratica-la ou, até mesmo, sem ter a pretensão de faze-lo”.

Transparência e cultura de sinceridade são termos que significam “… o livre fluxo de informação dentro da organização e entre a organização e os que com ela estão envolvidos, inclusive o público”.

Como isto poderá ser alcançado? Segundo os autores, um aspecto crucial é a dificuldade institucionalizada no mundo corporativo de “Dizer a verdade para os detentores do poder”, aliás um dos dilemas mais antigos da humanidade.

Tal dificuldade tenderá a ser minimizada quando as lideranças treinarem sua capacidade de ouvir o eu as pessoas têm a dizer, pois para que as informações comecem a fluir livremente em suas organizações, os que ocupam posições de liderança precisarão dar o exemplo, ou seja, aceitar e valorizar informações mesmo quando estas gerarem preocupações ou demandarem ação.

Infelizmente notícias sobre escândalos, corrupção, comportamentos não éticos são mais comuns do que seria desejável. Como escreve O’Toole, um dos autores, é surpreendente a frequência com que se defrontou durante seus 30 anos de experiência como consultor em questões éticas relacionadas com o temos de dizer a verdade para os detentores do poder.

Embora não seja um livro que trata diretamente de Coaching Executivo e Empresarial, levanta um dos pontos delicados deste processo, isto é, a capacidade e a coragem do Coach de dizer o que precisa ser dito ao Coachee, alguém que, em geral, ocupa uma posição de poder na organização. Em virtude disso, poucos ousam dizer-lhe abertamente o que pensam ou sentem por receio de desagrada-lo ou por medo de represálias.

Coaching Executivo Empresarial é uma atividade que pressupões sólidos princípios éticos, respeito aos seres humanos e capacidade de construir uma relação de parceria, transparência, abertura e honestidade entre Coach e Coachee que beneficie este último, seus colaboradores e a organização para a qual trabalham.

Como constatam os autores, “Mais e mais empresas estão optando pela transparência porque:

– Suas Escolhas estão ficando cada vez mais limitadas;

– A transparência funciona, na medida que garante sobrevivência e sucesso.”

 

REFERÊNCIA

BENNIS, Warren; GOLEMAN, Daniel; O’TOOLE, James. (2008). Transparency: How Leaders Create a Culture of Candor – 2008 São Francisco: Jossey-Bass. ISBN: 978-0-470-27876-5

Voltar ao topo

 


 

NOTÍCIAS

Notícias: Coaching Executivo Empresarial

NO MUNDO

– Realizou-se em Dublin na primeira semana de julho do corrente ano a Global Convetion of Coaching que reuniu profissionais da várias partes do mundo para discutirem as tendências futuras do Coaching. Assim que os relatórios das várias comissões estiverem disponíveis, voltaremos ao assunto.

– Em Coaching: A Global Study of Successful Practices, realizado pelo Institute for Corporate Productivity e a American Managemente Association, há um capítulo interessante sobre O estado do Coaching no ano de 2018 com as seguintes previsões:

  1. A necessidade Coaches continuará a crescer em função da correspondente necessidade de desenvolver uma nova geração de ocupantes de posições de liderança.
  2. Coaching Executivo amadurecerá como atividade profissional, contando com Coaches Certificados, especializados em diferentes áreas e pertencendo a organizações que agregarão especialistas em temas como marketing, direito, finanças, indústria, gerenciamento global, liderança virtual, etc.
  3. As barreiras para o ingresso nesta atividade profissional tenderão a aumentar. Os processo de formação e certificação se tornarão mais rigorosos, analisar com mais rigor os resultados obtidos.
  4. Os coaches profissionais procurarão expandir seu mercado de trabalho para atingir as gerencias médias, podendo gerar uma queda dos seus vencimentos.
  5. Coaching entre pares e Coaching interno serão aperfeiçoados e melhor administrados, embora na atualidade os resultados destas formas ainda deixem a desejar. É provável que executivos e alta cúpula continuarão a ser atendidos por Coaches externos.
  6. Haverá maior cuidado nas escolhas entre Coach e Coachee, facilitando o ajustamento entre eles e tomando o processo mais eficaz.
  7. A mensuração da performance de coaching será aperfeiçoada tornando mais fácil o cálculo do “retorno do investimento”.
  8. O Coaching se tornará mais virtual, sendo conduzido através de diferentes tecnologias, além da situação face a face. É provável que se encontre resistência em relação ao coaching virtual, pois a potência do coaching decorre da personalização e customização do processo e na qualidade do relacionamento interpessoal.
  9. Observou-se que o coaching externo está mais correlacionado com o sucesso do que o coaching interno. Este fator encorajará as instituições universitárias a criarem programas de formação de Coaches que possam atender as demandas corporativas de forma competente e ética.
  10. O crescimento da atividade de Coaching levará as empresas a identificarem quais são os melhores Coaches e as melhores instituições formadoras em termos de experiência, modelo de formação, processos de certificação, referências, afiliação a certas instituições, etc.

 

NO BRASIL

– Em junho do corrente ano foi publicado na revista VOCÊ RH, uma reportagem sobre Coaching que impactou de forma negativa os que se dedicam seriamente a esta atividade profissional, demonstrando a desinformação sobre o assunto por parte de um veículo cuja função é informar.

A ABRACEM, através de sua presidência, enviou uma carta ao editor da citada revista, carta esta que não surtiu nenhuma resposta.

Como se trata de uma publicação trimestral, aguardaremos o próximo número para verificar se a citada carta será publicada.

– No próximo mês de agosto, Rosa Krausz fará uma palestra no GERH, tradicional Grupo de Estudos de RH em São Paulo, sobre conceitos de Coaching.

 

CARTAS E E-MAILS DO LEITOR

Espaço aberto para o diálogo entre nós. Utilizem-no.

Voltar ao topo

 


 

1º FOCO – Fórum de Coaching Executivo e Empresarial

Coaching Executivo e Empresarial: Onde estamos e para onde vamos?

Curitiba, 22 e 23 de Outubro de 2008

Este evento, primeiro do gênero no Brasil, será um espaço no qual Coaches Executivos e Empresariais, profissionais de RH e demais interessados se encontrarão para juntos discutirem o estado da arte, as tendências que se delineiam para o futuro, as experiências brasileiras e o processo de preparação e formação de Coaches capacitados para atender a crescente demanda de um mercado cada vez mais exigente e desafiador.

O 1º FOCO é uma realização da ABRACEM – Associação Brasileira de Coaching Executivo e Empresarial, entidade sem fins lucrativos, que reúne um seleto grupo de profissionais empenhados em contribuir para o desenvolvimento de uma comunidade de aprendizagem, propiciando a manutenção e a expansão de suas competências pessoais e profissionais.

Convidamos todos os colegas interessados a participarem, enviando suas propostas de apresentação de trabalhos, para a Comissão Científica.

O elenco de atividades previstas é o seguinte:

Palestra

Mesa redonda – diálogos a partir de olhares distintos

Apresentação/discussão de casos

Depoimento de clientes e coaches

Debates em plenário

O filme como recurso didático na formação CEE

Curso Pré-Forum – Dia 22/10, das 13:30h às 17:30h
Por que e para que Coaching Executivo e Empresarial?

Ministrante Dra. Rosa Krausz

As intenções de participar de alguma atividade como apresentador/debatedor, deverão ser encaminhadas à Comissão Científica até dia 15 de agosto. Sobre mais detalhes, por favor, contatarem foco@abracem.org.br

Contamos com sua preciosa colaboração.

Visite nosso site www.abracem.org.br ou ligue para 41 9905-7146 ou

Para sua inscrição, faça um depósito para a ABRACEM – 1º FOCO

CNPJ: 07743611/0001-79

Banco Itaú

Agência 0668

C/c 44915-0

Valores para o Forum:

– Até dia 20 de setembro – R$ 130,00

– De 21 de setembro a 21 de outubro – R$ 150,00

– No dia do evento – R$ 180,00

Valores para o Pré-Forum

– R$ 70,00 para inscritos no FOCO

– R$ 100,00 para os demais

Cordiais saudações,
A Comissão Organizadora

Organização: ABRACEM
Apoio: FIEP, UNINDUS, ABRH-PR

Voltar ao topo