I FOCO – Material apresentado
28/02/2008
Boletim Informativo – Ano 02, Junho de 2008 – Número 02
18/06/2008
Exibir tudo

Boletim Informativo – Ano 02, Março de 2008 – Número 01

Prezado(a) colega, A chegada das festas natalinas nos estimula a refletir sobre o ano que chega ao fim e outro que se inicia. São planos, perspectivas, sonhos e esperanças que se delineiam no horizonte e que nos animam a enfrentar os nossos desafios [...]

 

SÚMARIO
Mensagem da Presidência | Editorial | Artigo | Resenha | Notícias

 

MENSAGEM DA PRESIDÊNCIA

Prezado (a) colega,

A chegada das festas natalinas nos estimula a refletir sobre o ano que chega ao fim e outro que se inicia. São planos, perspectivas, sonhos e esperanças que se delineiam no horizonte e que nos animam a enfrentar os nossos desafios.

Desejamos partilhar com você a alegria das conquistas da nossa associação. A ABRACEM tem se firmado, cada vez mais, como uma associação no mundo corporativo brasileiro, graças ao desempenho dos nossos associados que não só partilham dos princípios técnicos e éticos de nossa associação, mas também os aplicam e divulgam através do seu trabalho como Coaches Executivos e Empresariais.

Temos recebido muitas consultas de pessoas que gostariam de associar-se à ABRACEM, mas que, lamentavelmente, por não preencherem os pré-requisitos estabelecidos pelos Estatutos da nossa entidade, inviabilizam essa afiliação.

Prosseguimos na nossa rota de crescimento. Em 2007 duas turmas, uma em Curitiba e outra em São Paulo, completaram sua formação, uma nova turma iniciou os trabalhos em Outubro e planejamos iniciar um novo grupo em Fevereiro próximo em Curitiba, em parceria com a UNINDUS. Brasília, Belo Horizonte e Porto Alegre também demonstraram interesse pelos cursos de Formação em Coaches Executivos e Empresariais reconhecidos pela ABRACEM.

Nosso site tem registrado um aumento de acessos, o que nos garante um lugar na primeira página do Google e agora, com o Boletim Informativo, ampliamos a capacidade de comunicação com os membros da nossa comunidade.

Nosso desenvolvimento como uma associação profissional, entretanto, está intimamente vinculado à sua participação. Este inclui escrever artigos para o site ou Boletim, contribuir com idéias, propostas, comentários, inserir seus dados no catálogo de associados, divulgar a ABRACEM, participar dos grupos de estudo existentes, fazer apresentações em congressos, seminários e demais eventos de caráter profissional, estar quites com a anuidade. Estes aportes garantem a continuidade e o sucesso da nossa Associação neste novo ano.

Desejamos a você um Natal pleno de afetividade, alegria, paz e convivência com os que lhe são caros e um 2008 inspirador, desafiante, pontilhado de vitórias, de crescimento, de realizações, de encontros e reencontros felizes.

Receba meu cordial e reiterados votos de Boas Festas,
Rosa R. Krausz

Voltar ao topo

 


 

EDITORIAL

Colegas eis ai nosso segundo número, o qual fazemos chegar a vocês um pouco adiantado, já que ele pertence ao primeiro trimestre do ano de 2008. A razão é simples, temos material interessante e desejamos fazer a ABRACEM presente de Natal.

Estamos felizes, uma vez que como previmos, este Boletim está se tornando não somente um elo entre nós, mas nosso – das pessoas e profissionais interessados em atuar cada vez como melhor qualidade na arte do Coaching Executivo Empresarial.

Neste número podemos notar que continuamos com um certo encantamento que considero muito inteligente e saudável, nos rastos do memorável filósofo Sócrates. Temos dois espaços voltados às suas idéias.

Nossa colega Patrícia nos brinda com um belo artigo: Ser ou estar na organização, eis a  questão…, onde aborda Sócrates (470 a.C. – “Uma visão não examinada não examinada, não vale a pena ser vivida”) completa com Descartes (1956 – “Penso, logo existo)”, e certamente poderia incluir seu contemporâneo Shakespeare (1564 – “Ser ou não der, eis a questão!”) já que inspirou seu título. Estes célebres personagens convergem no mesmo tipo de reflexão, trazido pela nossa colega, impossível de ser deixada ao largo nos dias de hoje nas organizações: que somos nós como pessoas para sermos profissionais.

E, ainda na mesma linha temática a Resenha trata de um livro que deveria constar no acervo de todos os coaches: Á maneira de Sócrates.

Queremos aproveitar para lhes lembrar que o final de ano pode ou deve ser vivido por cada um de nós, como um verdadeiro rito de passagem para um novo começo, um tempo melhor.

Mircea Elíade em seu livro O mito do eterno retorno, nos ensina que nossos ancestrais consideravam o tempo eterno e não histórico, ou seja, linear. Eles entendiam que em cada ritual que realizavam tinham o poder de transformar o momento presente, no tempo sem tempo (in lllo tempore) do início dos inícios, o tempo sagrado. Assim procedendo, eles conseguiam voltar ao princípio, quando eram puros e tinham todas as condições de fazer melhores escolhas. Dessa maneira, conseguiram curar as feridas dos erros cometidos e podiam recomeçar depois do ritual, novos, originais, puros para o novo ciclo da vida que recomeçava.

Em outras palavras, tratava-se de um ritual de purificação, onde era possível em cada início de ano recomeçar a existência plenos de possibilidades.

A propósito, e nada por acaso, a palavra que utilizamos na contemporaneidade para marcar este tempo, réveillon, é oriunda do verbo réveiller que em francês significa “despertar”. Entretanto nossos réveillons não guardam mais nada em comum com os antigos rituais, a não ser certas superstições anacrônicas, como comer 12  uvas, comer lentilhas, usar roupas brancas.

É por esta razão, que julguei interessante lembra-los, como nos dizem os cientistas da física dos fenômenos sub-atômicos (quântica): “nós criamos a realidade com nosso pensamento”. Assim, com base nos ancestrais ou com base nos físicas pós-modernos, aproveitemos nesse final de 2007 a refletir sobre nossa vida e nossas práticas profissionais, retendo apenas o que consideramos essencial e iniciemos o 2008, com alma “lavada” e aberta a plenitude do fluxo da vida!

Esperamos continuar obtendo cada vez mais adesão e a receber suas sugestões e colaborações.

Feliz Natal e um purificador Réveillon para todos,
Cleila Elvira Lyra

Voltar ao topo

 


 

ARTIGO

Ser Ou Estar na Organização, Eis Uma Questão… 

Por Patrícia M. Jasiocha

Você já  parou para pensar quem você é na organização onde atua? Não me refiro à posição ou cargo que ocupa, pois este lhe é outorgado em função de um saber técnico e científico. Refiro-me a você, enquanto sujeito, ser humano que possui desejos e necessidades, preferências e limitações.

Pensemos no significado de “ser” e de “estar”, dentro de uma organização. Em ambas as situações, estamos recebendo informações do ambiente externo e fazendo escolhas.

Somos quando fazemos parte de um sonho ou do planejamento de um projeto quando temos espaço para usar nossa imaginação, pensamento e palavras, transformando-os em ação. René Decartes, filósofo que nasceu em 1596, construiu todo um sistema de pensamento a partir de uma premissa fundamental. “Penso, logo existo”.

Somos quando temos a capacidade de fazer escolhas conscientes, quando conhecemos nossas  intenções e conseguimos comunicá-las ao nosso interlocutor através de palavras ou ações.

Somos quando criamos, interagimos como o próximo e estabelecemos relações onde ambas as partes aprendem, ganham experiências e ultrapassam as resistências.

Somos quando fluímos, quando estamos de acordo com nossa natureza e íntegros com nosso pensamentos e ações, quando estamos em sintonia entre o que acontece com o mundo externo e no mundo interno.

Do contrário, estamos com o piloto automático ligado, cumprindo uma rotina, reagindo aos estímulos e demandas que recebemos. Meros executores, burocratas e cumpridores de tarefas, aturando no campo da obrigação e do dever.

Estamos presidentes, diretores, gerentes, analistas executando algo que nos pediram, algo que vai satisfazer um outro sujeito, mas que não temos consciência do que, do porquê, do como, para quê e para quem fazemos aquilo.

Estamos quando não temos consciência de que “ser” ou “estar” é uma escolha própria, quando não pensamos sobre o que fazemos ou como nos sentimos e temos a ilusão de que não estamos responsáveis ou não temos o controle das nossas escolhas.

Escolher abdicar do controle das nossas escolhas é também uma escolha, que nos coloca na situação de “estar”. Estar sob o comando de outros, sob o controle do desejo de outro, embora este outro possa estar também dentro de nós.

É muito difícil estarmos o tempo todo conectado com o nosso “ser”, em muitos momentos somente “estaremos”. Este movimento é parte da vida.

Para quem chegou até aqui com esta leitura pode estar indagando-se: então, como saber se “sou” ou “estou”, como percorrer este caminho, como estar mais em contato com o que passa no mundo interno e externo, quem é este sujeito, como conseguir maior controle sobre minhas escolhas? Entre outras, que podem estar surgindo.

“Ser” é ter uma mentalidade de aprendizado contínuo, envolvem descoberta, reflexão, revisão de crenças e valores, envolvimento e interação com outras pessoas. “Ser” requer abertura para a observação, feedback, investigação, ação e reação.

Este tipo de reflexão e trabalho investigativo sobre nosso “ser” no ambiente organizacional pode ser muito bem sustentado através de um processo de Coaching. Quando nos entendemos e podemos escolher conscientemente como preferirmos reagir ou responder a uma determinada situação, seremos mais capazes de “ser”. Como consequência poderemos rever e mudar pontos de vista, usar de forma mais efetiva nosso potencial, redistribuir o investimento de energia, atuar mais focado nos objetivos de forma íntegra e gerar melhores resultados.

Sem dúvida, é um processo que requer muito tempo, dedicação e todo esforço que um processo de desenvolvimento demanda de ambas as partes envolvidas. Por isso, a escolha do seu interlocutor num processo de Coaching, o Coach, deve ser muito cautelosa.

Para “ser” precisa-se do outro como espelho e este outro deve estar profundamente preparado para acolher o seu “ser”, somente através de uma escuta ativa e neutra, Coach e Coachee podem fazer este percurso. Não há receita e nem ferramenta que substitua o preparo intelectual e emocional que um Coach precisa ter para exercer este papel de forma ética e levando em conta a singularidade do sujeito que escuta.

Quando iniciamos um processo de desenvolvimento devemos ter em mente que não podemos mudar as pessoas e não há pessoas que possa nos mudar, mas podemos mudar a nós mesmo, como reagimos e nos adaptamos às outras pessoas.

Esta mentalidade pode mudar uma dinâmica pessoal e fazer um melhor uso dos recursos internos, aproximando o “ser” de sua natureza e trazendo para as organizações a possibilidade de ambientes mais produtivos.

É de Sócrates uma sentença que já cerca de 2400 anos: “Uma vida não examinada não vale a pena ser vivida”, aproveito sua citação para deixar um convite à reflexão: “sou” ou “estou”?

Voltar ao topo

 


 

RESENHA

“À Maneira de Sócrates” de Ronald Gross

Por Cleila Elvira Lyra

Um livro tão interessante que convém divulgar e estimular os profissionais que desejem melhorar sua competência como coach. Trata-se de um autor pouco conhecido no Brasil, mas que nos EUA ficou famoso por se apresentar por ministrar suas palestras vestido como Sócrates: Ronald Gross. O título: Á maneira de Sócrates revela com perfeição seu conteúdo.

O autor nas 260 páginas do livro nos convida a repensar nossa vida, através de reflexões desencadeadas pelo relato da maneira de pensar e viver do filósofo ateniense. Tais reflexões são úteis para estimular nossa inteligência, pois nos levam a indagar acerca de nós mesmos, nossos valores mais caros. O autor reforça o valor central de Sócrates: a busca da verdade e da coragem de afirmá-la sempre, mesmo que esta o leve, como o levou, a sua condenação final. Lembra-nos Gross que o filósofo foi considerada “figura não grata” ao Estado grego (ateniense) em virtude de estimularem as pessoas a terem suas idéias próprias, expressarem e defenderem seus pontos de vista. Os princípios do mestre grego apresentado no livro nos mostram alguns passos que precisamos dar se quisermos viver uma vida consciente, segundo sua máxima: “sem pensar na vida não vale a pena viver”.

O livro é composto pelos seguintes principais capítulos: 1 – Conhece-te a ti mesmo, 2 – Faça perguntas importantes, 3 – Pense por si mesmo, 4 – Desafie as convenções, 5 – Cresça com os amigos, 6 – Diga a verdade, 7 – Fortaleça sua alma, e último sem número: À maneira de Sócrates para as mulheres.

A forma de desenvolver o texto é bastante envolvente ma vez que ele inicia cada capítulo com uma citação, ou um pequeno trecho de alguns dos textos mais famosos escritos por Platão, como o Banquete, A República, Apologia (defesa do seu julgamento) ou um breve relato de alguma passagem da vida de Sócrates e depois vai tecendo conexões com a vida do leitor, estimulando-o analisar o seu próprio modo de pensar e agir. Poderíamos dizer que se trata de um manual de instruções para que exercitemos os 7 princípios acima citados.

O que mais chama atenção aos coaches formados pela ABRACEM, é que eles nos ensina a perguntar, já que de fato este é o recurso por excelência do método socrático. Mas  perguntar primeiro a si mesmo. O capítulo Faça as Perguntas Importantes é essencial para quem quer praticar a arte do coach, mas não pode se lido em separado, sob pena de se tornar um piano sem som, ou seja, uma lista de perguntas vazias. É preciso saborear o livro, experimentando um pouco a existência como se fossemos Sócrates, para podermos entender e nos apropriar dos seus ensinamentos.

 

REFERÊNCIA

GROSS, RONALD (2005). À maneira de Sócrates. Rio de Janeiro: Best Seller.

Voltar ao topo

 


 

NOTÍCIAS

Notícias: Coaching Executivo Empresarial no Brasil e no Mundo

Aconteceu em Outubro de 2007 o lançamento do romance “Aprendi a Me Amar”  de autoria de nosso colega multifuncional da ABRACEM, Fábio Michelete.

Sinopse: Em “Aprendi a Me Amar”, vamos acompanhar muitos momentos que poderemos observar como sendo os nossos próprios, mas, sobretudo, vamos poder refletir sobre diversos valores tão esquecidos. A vida costuma cobrar um preço exorbitante pelos nossos erros que só conseguimos pagá-los à custa de muito entendimento e luta. Os personagens do romance de Fábio Michelete são reais e se parecem muito conosco em se tratando de convivência objetivos de vida.

Para mais busquem em:

http://www.liquidddesenvolvimento.com.br

http://fmichelete.blog.uol.com.br

http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/produto.dll/detalhe

Segundo palavras do autor “Romance de psicólogo é assim. É para ser uma história, mas fica com cara de auto-ajuda, por causa da mensagem em favor da auto-estima e auto-valorização.”

Sobre Coaching Executivo e Empresarial no Brasil e no Mundo

  • A ABRACEM realizará no segundo semestre de 2008 seu primeiro evento sobre Coaching Executvivo e Empresarial. Aguardem!
  • A WFPMA – World Fedration of Personnel Management Association realizará o 12º. Congresso de RH em Londres entre 14 – 17 de Abril de 2008.

Dentre as apresentações destacam-se:

  • Pesquisa realizada pela CIPD – Chatered Institute of Persaonnel and Development – sobre o papel do Coaching na estratégia da aprendizagem e de desenvolvimento das organizações.
  • Apresentação de casos de empresas que adotaram uam cultura de Coaching e o impacto observado no comportamento e no desempenho das pessoas
  • Utilizando dos princípios de coaching nos contatos informais entre gerentes e os membros de suas equipes.
  • Para informações adicionais: www.cipd.co.u7k/worldcongress
  • Será realizado em Dublin, em Julho de 2008, o Global Convetion of Coaching (GCC) que reunirá profissionais, universidades e associações, bem como consumidores de Coaching, tanto individuais quanto corporativos. O objetivo deste encontro, que contará como represententantes de todo o mundo, será estabelecer um diálogo entre prestadores de serviços, formadores e consumidores para melhor compreender e atender as necessidades de todos os envolvidos. Para informações adicionais: http://www.coachingconvetion.org

Voltar ao topo