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Boletim Informativo – Ano 01, Setembro de 2007 – Número 01

Prezados amigos, é com grande satisfação que anunciamos o número inaugural do nosso Boletim Informativo que será trimensal e editado sob a coordenação de nossa vice-presidente, Cleila Elvira Lyra [...]

 

SÚMARIO
Mensagem da Presidência | Editorial | Maieuticando | Artigo | Notícias

 

MENSAGEM DA PRESIDÊNCIA

Prezados amigos,

É com grande satisfação que anunciamos o número inaugural do nosso Boletim Informativo que será trimensal e editado sob a coordenação de nossa vice-presidente, Cleila Lyra.

Este será mais um serviço oferecido pela ABRACEM aos seus associados, um ponto de encontro, de troca de informações, veiculação de notícias e novidades sobre Coaching Executivo e Empresarial no Brasil e no mundo.

A nossa comunidade continua crescendo, como também o interesse pelo programa de Formação de Coaches Executivos e Empresariais, o único no Brasil que, com a finalidade de garantir a competência dos profissionais que forma, apresenta três características que o distinguem:

–  É reconhecido pela ABRACEM, uma associação sem fins lucrativos, legalmente registrada como tal, cujo objetivo é promover a excelência profissional dos Coaches Executivos e Empresariais brasileiros.

–  Tem como pré-requisito básico formação universitária prévia comprovada.

–  Outro pré-requisito é:

* Experiência de trabalho em RH, consultoria empresarial, treinamento e desenvolvimento, condução de grupos, gestão de pessoas na área de gestão de pessoas e/ou

* Pós-graduação em RH, Gestão de Pessoas, Mudança Organizacional e áreas afins e/ou

* Formação em Análise Transacional, Psicodrama, Gestalt, Dinâmica de Grupo ou áreas afins.

Iniciaremos nosso próximo curso de Formação de Coaches Executivos e Empresariais em São Paulo no dia 19 de Outubro e em Curitiba, conjuntamente com a UNINDUS, em Fevereiro de 2008 e esperamos contar com seu apoio e colaboração divulgando estes eventos.

Desejo a todos boa leitura e à Cleila e colaboradores muito sucesso neste novo empreendimento.

Com meu cordial abraço,
Rosa R. Krausz

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EDITORIAL

Nosso primeiro Boletim ABRACEM é motivo de grande alegria para nós por várias razões: a acolhida e a colaboração que recebemos dos colegas que se engajaram neste projeto e o fato de realizarmos um sonho acalentado por nossa fundadora e atual presidente, juntamente com os membros da primeira diretoria da Abracem.

Um boletim de circulação entre os membros Abracem, significa o fortalecimento de muitos valores e princípios, a troca de experiências, o estreitamento dos vínculos e acima de tudo a continuação da formação, na encantadora arte de ser coach, no campo especializado do Coaching Executivo Empresarial.

Iniciamos a circulação deste Boletim com os campos: Editorial – como todos, apresentará o boletim. Mensagem daPresidente – desde onde nossa mestra poderá continuar a nos inspirar mesmo a distância. Artigos, resenhas, etc. … – onde traremos algo relevante para nossa formação: artigos, traduções de artigos, resenhas de livros, cases. A idéia do etc e as reticências… é deixar em aberto, para que possam caber outras informações, debates, entrevistas, casos e outras questões interessantes. Notícias – onde informaremos sobre novidades ou comunicaremos ações.  Maieuti-Cando – onde apresentaremos questões para reflexões dos Coaches.Cartas do leitor – onde publicaremos comentários sobre o Boletim, sobre Abracem, sobre a formação, escritos e enviado por associados Abracem.

Tendo escolhido a forma virtual para nos comunicarmos, por ora iniciamos com o formato descrito, mas este poderá ser ampliado e transformado, sempre que boas sugestões e parcerias nos chegarem.

Nesta edição, a primeira, estamos até certo ponto surpresos (mas nem tanto, pois estamos nos acostumando aos “encontros” frutíferos, que Jung batizou de sincronicidade) e felizes, pois o acaso reuniu, só por acaso, o tema do método.

Um através de Sócratas (470 aC – 399 aC) e outro através de Jung (1877 – 1961).

Eis ai algumas reflexões a cerca dessa questão, tão importante, tão preocupante mas que Jung, aproximadamente 2000 anos depois, adiciona “algo” ainda ao ensinamento do mestre ateniense e que nos faz refletir sobre nossa condição de “maieuticar”.

Agradeço aos colegas Antonio Celso C. de Souza, Jefferson Moraes, Orion Castro, Rose Villar, Cinely Carlotto, que prontamente aceitaram o desafio de compor o Comitê Editorial do Boletim Abracem.

Esperamos com este primeiro número, atender as expectativas e motivá-los a participar cada vez mais, com suas sugestões e colaborações.

Cleila Elvira Lyra

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MAIEUTICANDO

Por Antoio Celso Córdova de Souza

Neste número de inauguração, refletiremos sobre dois pontos. A Maiêutica. E os objetivos deste espaço Maieuticando.

A idéia nasceu do método Socrático de ensino, baseado na Maiêutica. Nesta ótica, Sócrates teria sido o primeiro Coach da história. Com base em seu método, uma corrente filosófica de ensino persiste, com grande vigor. Estudiosos a consideram eficaz, agradável e democrática. Por que “não doutrina”. Seria a verdadeira educação.

Sócrates viveu no século IV (aC). Seu método visava facilitar o “parto” intelectual, da procura da verdade, no interior do homem. Visava “dar luz” ao conhecimento. Maiêutica é “arte de dar à luz”. Sócrates era filho de parteira. Daí a inspiração. É o método que “usa o questionamento para desenvolver idéias latentes”. É um “processo dialético, em que perguntas induzem à reflexão e a produção de respostas”.

Sócrates teria sido um hábil questionador. Fazendo-se de não entendido, usava o questionamento para “demolir” verdades e paradigmas estabelecidos em Atenas “democrática” mas com graves problemas. Como a escravidão. E usava-o, principalmente para fazer o interlocutor pensar sobre seus pressupostos. Seu objetivo era a busca da perfeição humana. Que só era possível, buscando aquilo que fazia oculto em seu intelecto. O homem na sua plenitude seria belo (kalós), pleno (areté) e teria valor (agathós) – no sentido ético. Alcanças a “kalokagathia”, isto é corpo e mente em plenitude, era o supremo bem.

Para Sócrates para agir é preciso antes saber. E o saber autêntico tem a força de gerar a ação legítima. “Ninguém procura o mal. Mas pode faze-lo, se ignora o bem. Qualquer ação humana é uma ação na busca da felicidade e prazer. Apenas a ignorância pode explicar a falha, o prejuízo e a desgraça. Alcançar a felicidade é a forma de alcançar a excelência. E esta só pode ser alcançada se for conhecida”. É possível percebermos que para Sócrates a Maiêutica é muito mais que um método de aprendizagem. É além disso, uma forma de “construir” uma humanidade com plenitude, felicidade, uma sociedade justa e sustentável. Para o mesmo, o homem fruto deste processo, “pratica a coerência entre o saber e o agir, o falar e o agir, porque se for diferente haverá uma ruptura dentro do homem e seus passos serão desencontrados, como o de um cego sem amparo”. Em síntese, através deste método – o questionamento hábil, oportuno, construtivo, desafiador, instigador, provocativo, etc.., Sócrates procurava contribuir para um homem pleno e uma melhor sociedade.

Quanto aos objetivos deste espaço Coluna, é de refletir sobre arte ou mistura de arte e técnica de “questionar” produtivamente. Quanto a isto, vamos exemplificar com Jack Welch, ex presidente da GE, tido por muitos como um dos maiores executivos do século. Ele multiplicou o faturamento da empresa por mais de 50 vezes em 20 anos. Perguntando sobre o segredo de tanto sucesso, respondeu que teria sido fruto de duas questões que lhe foram formuladas, quando de sua ascensão à presidência, por Peter F. Drucker (aproveitamos para lembrar que Drucker faleceu em 05/11/2005). Estas duas questões o teriam inspirado e acompanhado todo o tempo. Vejamos a sapiência e a abrangência das mesmas:

– O que vocês fazem hoje na GE, e não deveriam estar fazendo?

 – O que não fazem hoje e deveriam estar fazendo?

Estas questões teriam conduzido a uma evolução permanente na empresa. Para ficar num exemplo, a GE fabricava dezenas de tipos de de motores elétricos. Alguns com pouquíssima demanda e deficitários. Fruto das reflexões, cortaram ¾ dos modelos produzidos. O resto é história.

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ARTIGO

O que encobre a ansiosa busca por um método? 

Por JSC

Observando as reuniões ou conversas informais entre profissionais, e sobreturo daqueles que trabalham com pessoas, percebo uma necessidade quase obsessiva, por métodos e técnicas.

Em quantos cursos as pessoas se matriculam sonhando em encontrar mais “dicas”, mais formas, mais modelos, mais instruções sobre uma possível e idealizada maneira de fazer bem, alguma coisa?

No que nos diz respeito, esta alguma coisa seria a prática do coaching.

Fico me perguntando o que há aí nessa busca. O que move tais pessoas nesse aparente vazio de entendimento? O que será que não se satisfaz ai nessa procura constante? O que será que se faz ouvir de verdade, nessa pergunta como?

Esta questão sempre me causou certa curiosidade. Não que sempre estivesse estado fora dela, ao contrário, geralmente estava também eu afundada nas mesmas ansiedades. Mas como gosto de espistemologia, me embrenhei no campo do entendimento de como se dá o entendimento e assim, amenizei um pouco esta ansiedade, quando deparei com certa posição de um filósofo francês chamado Georges Canguilhem (Conferência ministrada no Colégio Philosophique em 18/12/1956). Diz ele que o método determina o objeto e não contrário, como em geral defendem os filósofos e cientistas sociais. Ora, me parece sensato pensar que se eu possuo uma lupa como instrumento para observar uma realidade, só possa encontrar micro objetos ou micro sistemas, a depender da potencia do instrumento. Entretanto se tenho um telescópio, outro objeto me aparecerá, mesmo que eu não pretenda.

Foi dessa forma que concluí ser de suma importância o método de fato, pois ele determina o objeto, seus contorno e limites. Trazendo um exemplo mais ao nosso mundo: se usarmos a livre-associação de Freud, encontraremos fatalmente os atos falhos, e com eles o inconsciente, mas se usarmos os reforços positivos e negativos de Skinner, encontraremos o ego ou na melhor das hipóteses o super-ego. E ainda, se observarmos o sonhos, as mandalas, as imagens míticas, poderemos encontrar o inconsciente coletivo e os arquétipos.

No nosso caso como coaches, se usarmos a maiêutica socrática, encontraremos um sujeito inteiro, capaz de pensamento e criação porém, se usarmos o nosso conhecimento teórico, em forma de saber universitário, encontraremos um sujeito parcial capaz de submissão e reprodução.

Tendo compreendido então, que o método é de fato essencial, pensei a partir daí, que provavelmente estávamos em busca do nosso melhor método. Aquele que melhor combinaria com nosso jeito de ser. Esta resposta novamente apaziguou um pouco a interpretação para a incessante procura por métodos que percebia em torno de mim, essa sede que nunca se esgota, em alguns profissionais, que concluem uma formação e já estão querendo conhecer outra..

Mas logo que me lembrei de uma clássica definição das concepções humanísticas da psicologia, que se contrapunham as materialistas: Entre o estímulo e a Resposta existe um Organismo, ou seja, um sujeito. Ato seguinte minhas sinapses teimosamente articulam: entre Teoria e Método existe um Sujeito. Ou também, entre o Método e o Objeto existe um intérprete.

Foi então que comecei a entender que me parece que a resposta está na direção de um caminho muito mais complexo e delicado, que deve acontecer lado-a-lado com a descoberta e a competência do uso de um método. Trata-se da competência do sujeito coach. O desenvolvimento da pessoa do coach. De nada adianta um bom método nas mãos de uma pessoa que não se sente um ser humano integral, capaz de entregar-se em cada relação, permanecendo mesmo assim, completamente centrado em si mesmo.

Nos diz Jung (Jung K.G. e Wilhelm R. – O segredo da flor de ouro. Petrópolis: Vozes 1990, p.25) citando um provérbio chinês: “Se o homem errado usar o meio correto, o meio correto atuará de modo errado.” Ou seja, a busca por um método correto não garante a prática perfeita, mesmo que a ciência ocidental, a nossa concepção de método científico, afirma que o uso do método adequado garante o encontro da verdade. Prossegue Jung: “…tudo depende do homem e pouco ou nada do método, este último indica apenas a direção e o caminho escolhidos por um indivíduo.” E vai Jung ainda mais longe, afirma que talvez o homem ocidental tenha criado o método (científico) para tentar dormir em paz com sua consciência, sem entretanto, caminhar antes por entre suas próprias sombras. Em outras palavras, um método serviria para auto-engano, a ilusão de garantir o que somente representar um meio de o indivíduo iludir-se consigo mesmo, fugindo talvez à lei implacável do próprio ser.”

Um ser humano inteiro, que já se assumiu como indivíduo verdadeiramente, no mundo, que se sustenta sobre seus próprios pés, se pergunta mais sobre a competência de seu ser, do que sobre a qualidade do método que escolheu ou utiliza.

Talvez seja bom terminar por aqui e deixar que os leitores completem, respondam, questionem, se posicionem em relação ao tema, para alimentar mais, o livre debate sobre a arte de ser coach.

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NOTÍCIAS

Notícias: Coaching Executivo Empresarial

Recentemente foi publicado um novo livro de Marshall Goldsmith, um dos mais conhecidos coaches americanos, com um título bastante curioso: What Got You Here Won’t Get You There cuja tradução aproximada é: “O que o trouxe até aqui não o levará até lá”.

Trata-se de um trabalhode caráter essencialmente prático que caracteriza a maioria dos escritos do autor.

São analisados 20 hábitos que impedem as pessoas de chegarem ao topo da pirâmide organizacional e o que fazer para mudar para melhor. Como afirma o autor, “Quanto mais você subir, mais seus problemas serão comportamentais.”.

Dentre os hábitos mencionados, destacamos a hipercompetitividade, a necessidade de provar que é melhor, fazer comentários destrutivos, começar frases com “não”, “mas” ou “porém”, contar para todo mundo o quanto você é esperto, sonegar informações, não dar reconhecimento adequado, recusar-se a expressar arrependimento, não ouvir, não agradecer.

Dentre as alternativas propostas para lidar com estes hábitos prejudiciais, algumas das sugestões incluem o feedback, pedir desculpas, falar com as pessoas, ouvir, agradecer.

O autor encerra seu livro com uma mensagem singela, que sintetiza admiravelmente a filosofia que embasa o Coaching Executivo e Empresarial.

Você está aqui

Você pode chegar lá!

Permita-se iniciar a caminhada.

GOLDSMITH, Marshall (2207). What Got You Here Won’t Get You There. Nova York: Hyperion

 

CARTAS E E-MAILS DO LEITOR

Sejam benvindos!

Esperamos contar com vocês.

 

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