Rosa R. Krausz
Sunny S. Rostron (2009). Business Coaching International – Transforming Individuals and Organizations. Londres: Karnac Books Ltd.
A proposta desta obra, nas palavras da própria autora é “oferecer um largo espectro da teoria e padrões de Coaching, bem como um panorama claro e acessível da prática do Coaching Empresarial”
De fato, trata-se de um manual que contém vários modelos teóricos, informações diversas sobre a prática e o pensamento relacionado com o Coaching Empresarial. Sua contribuição beneficiará os coaches experientes e os recém iniciados, profissionais que atuam na área de RH, executivos que desejam compreender os princípios do Coaching Executivo e Empresarial e pessoas interessadas em ingressar nesta área de atuação como Coach interno ou externo.
O livro divide-se em dez capítulos e um adendum. O primeiro aborda questões introdutórias gerais
O capítulo 2 trata do processo do Coaching empresarial. Faz um ligeiro apanhado histórico, aborda alguns aspectos do processo de Coaching e termina com uma tentativa de descrever o atual estado do Coaching no mundo, uma tarefa que necessitaria de mais espaço, mais informações e, sobretudo, o estabelecimento de alguns critérios gerais, inclusive de ordem geográfica para sua análise. Sobre a América Latina, por exemplo, limita-se a transcrever um assim chamado “case study” sobre a Argentina que inclui dois parágrafos sobre o Chile.
O capítulo 3, embora se intitule de “A conversa em Coaching” trata também das competências do Coach, comparando as propostas de 4 associações: Comensa (África do Sul), ICF (USA), EMCC (Inglaterra) e WABC (Canadá)
O capítulo 4 aborda diferentes quadros de referência utilizados para o processo de questionamento. A autora ressalta a necessidade de uma estrutura clara para a conversa entre Coach e Coachee e a integração do questionamento com o modelo de Coaching adotado pelo profissional. Apresenta e descreve alguns modelos dentre os vários existentes.
O capítulo 5 retoma os temas Modelos e seus respectivos estágios, Instrumentos e Técnicas, todos ilustrados através da apresentação de casos.
No capítulo 6 o foco, escrito a três mãos, é a diversidade. Surpreendem algumas tentativas de caracterizar as especificidades do processo de Coaching na Argentina, na Ásia, na África e em “Latinos” expondo assim os perigos de generalizar o que não é generalizável.
São comentados teoricamente questões relacionadas a pressupostos, raça, gênero, estilos de comunicação, religião e contexto num esforço de ressaltar a relatividade da nossa visão de mundo e de nossos valores no papel de Coaches.
Os valores e as crenças são abordados no sétimo capítulo sob o título de Questões de aprendizagem experiencial e existencial no trabalho e na relação Coach/Coachee, envolvendo temas como Ser X Fazer, Sentido X Propósito, Passado X Presente X Futuro, Aprendizagem, etc.
O capítulo 8 é dedicado a temas de caráter prático como modelos de Supervisão, contratação e preocupações éticas, um dos capítulos mais extensos do livro.
A preocupação com o desenvolvimento de um corpo de conhecimentos e a importância da pesquisa são o objeto do capítulo 9. Aí ressalta-se a importância do diálogo internacional, como o da Global Convention of Coaching ou as propostas de pesquisa apresentadas pelo International Coaching Research Forum (ICRF) em 2008.
O capitulo 10, fechamento do trabalho, busca a integração e síntese desta profissão emergente e enfatiza a necessidade da reflexão contínua, da aprendizagem de adultos e da prática a fim de garantir a caminhada em busca da maturidade. Faz comentários sobre a complexidade do processo de Coaching, a riqueza da abordagem sistêmica, do conhecimento da sabedoria e da experiência.
Esta obra traz ainda um Apêndice especial sobre as Competências do Coaching Empresarial.
É um livro de quase quatrocentas páginas que além de oferecer ao leitor um panorama do Coaching Empresarial na atualidade, contem uma vasta bibliografia especializada útil para os estudiosos que desejam pesquisar temas de seu interesse.