O Boletim Informativo Abracem, no seu primeiro número do Ano 4, está chegando em suas mãos com demonstrações claras de que nasceu para continuar. Sabemos que nosso projeto de fortalecer a associação que busca promover a melhoria da qualidade dos profissionais e, portanto, da profissão de coach, não é tarefa fácil, mas está caminhando seguro.
No mundo competitivo e individualista em que vivemos, uma proposta de associação de profissionais em torno de uma atividade, sofre algumas restrições. Alguns profissionais têm muitos motivos para não participar, alguns porque receiam expor o que pensam, o que fazem e como fazem. Outros não percebem vantagens pois têm outros espaços de discussão e desenvolvimento pessoal/profissional e ainda existem outros motivos para não participar. Entretanto para os que aqui estão e, sobretudo os membros da diretoria que se reúnem mensalmente para dialogar e discutir sobre amplos aspectos da profissão e da associação existe uma nítida percepção de avanços pessoais e conquistas profissionais. Esse aprimoramento se dá em virtude da abertura e receptividade para com as observações, sugestões e trocas constantes com os colegas.
Para demonstrar um pouco desse ambiente, no Maiuêutica-ndo apresentamos uma amostra do tipo de dialética que estamos aprendendo a desenvolver na Abracem. Um artigo foi escrito no BI Ano 3 no 4 e naquele mesmo numero, incluímos as visões de dois colegas que discordaram de alguns pontos. No presente Boletim Informativo, Cleila E Lyra, a autora do artigo inicial O coachee e sua implicação no processo, retoma o diálogo em forma de uma réplica, oferecendo mais alguns esclarecimentos acerca de sua concepção, baseada na abordagem de alguns psicólogos clínicos. Nenhum dos participantes desses artigos e comentários deseja que suas palavras e conceitos sejam os finais, somos como os filósofos, estamos sempre refletindo e questionando em busca de melhorias.
A Mensagem da Presidente Leliane Galan, nos fala das expectativas para o ano e sobre alguns eventos importantes, onde seremos expectadores, agentes ativos e inclusive atores, como será o caso do II FOCO.
Em Artigos Rosa Krausz, com muita precisão, tenta novamente elucidar o campo da atuação profissional do Coaching Executivo e Empresarial. Lembra que existem algumas competências consideradas essenciais para o desempenho dessa arte e cita 4 áreas de conhecimentos imprescindíveis. Aborda ainda os descaminhos que podem acontecer atualmente nessa prática, com o nome de “ferramentas inovadoras” e alerta para o perigo do coaching se tornar banalizado como panacéia para todo tipo de problema existentes nas organizações.
Na
Resenha Cleila E. Lyra, nos estimula a ler um livro de origem diferente dos habituais no Brasil, pois é de autoria do espanhol
Caby, François e segue o que poderiamos entender como escola francesa de coaching. O autor é engenheiro e traz concepções de autores pouco utilizados no Brasil, no campo das organizações. Por exemplo, a concepção de comunicação de Gregory Bateson, que foi biólogo, zoologo e depois antropólogo. Foi um pensador sistêmico e considerado epistemologo da comunicação, mas além disso percorreu outros campos como a psiquiatria, psicologia, sociologia, linguística, ecologia e cibernética, só para citar alguns.
Desejamos uma leitura profícua.
Feliz outono!
Cleila Elvira Lyra
Coordenadora do Comitê Newsletter
Diretora de Ética da Abracem