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:: Editorial
Publicado no informativo de janeiro/2008

Estamos felizes, uma vez que como previmos, este Boletim está se tornando não somente um elo entre nós, mas nosso - das pessoas e profissionais interessados em atuar cada vez com melhor qualidade na arte do Coaching Executivo Empresarial.

Neste número podemos notar que continuamos com um certo encantamento que considero muito inteligente e saudável, nos rastos do memorável filósofo Sócrates. Temos dois espaços voltados às suas idéias:

  • Nossa colega Patrícia nos brinda com um belo artigo: Ser ou estar na organização, eis uma questão..., onde aborda Sócrates (470 a.C. - “Uma vida não examinada não vale a pena ser vivida”), completa com Descartes (1596 - “Penso, logo existo”), e certamente poderia incluir seu contemporâneo Shakespeare (1564 - “Ser ou não ser, eis a questão!”) já que inspirou seu título. Estes célebres personagens convergem no mesmo tipo de reflexão, trazido pela nossa colega, impossível de ser deixada ao largo nos dia de hoje nas organizações: quem somos nós como pessoas para sermos profissionais.
  • E, ainda na mesma linha temática a Resenha trata de um livro que deveria constar no acervo de todos os coaches: À maneira de Sócrates.

Queremos aproveitar para lhes lembrar que o final de ano pode ou deve ser vivido por cada um de nós, como um verdadeiro rito de passagem para um novo começo, um tempo melhor.

Mircea Elíade em seu livro O mito do eterno retorno, nos ensina que nossos ancestrais consideravam o tempo eterno e não histórico, ou seja linear. Eles entendiam que em cada ritual que realizavam tinham o poder de transformar o momento presente, no tempo sem tempo (in Illo tempore) do início dos inícios, o tempo sagrado. Assim procedendo, eles conseguiam voltar ao princípio, quando eram puros e tinham todas as condições de fazer melhores escolhas. Dessa maneira, conseguiam curar as feridas dos erros cometidos e podiam recomeçar depois do ritual, novos, originais, puros para o novo ciclo da vida que recomeçava. Em outras palavras, tratava-se de um ritual de purificação, onde era possível em cada início de ano recomeçar a existência plenos de possibilidades.

 

A propósito, e nada por acaso, a palavra que utilizamos na contemporaneidade para marcar este tempo, réveillon, é oriunda do verbo réveiller que em frances significa "despertar". Entretanto nossos réveillons não guardam mais nada em comum com os antigos rituais, a não ser certas superstições anacrônicas, como comer 12 uvas, comer lentilhas, usar roupas brancas...

 

È por esta razão que julguei interessante lembrá-los, como nos dizem os cientistas da física dos fenômenos sub-atômicos (quântica): “nós criamos a realidade com nosso pensamento”. Assim, com base nos ancestrais ou com bases nos físicos pós-modernos, aproveitemos nesse final de 2007 a refletir sobre nossa vida e nossas práticas profissionais, retendo apenas o que considerarmos essencial e iniciemos o 2008, com a alma “lavada” e aberta a plenitude do fluxo da vida!

Esperamos continuar obtendo cada vez mais adesão e a receber suas sugestões e colaborações.

Feliz Natal e um purificador Réveillon para todos!

Cleila Elvira Lyra

Coordenadora do Comitê Newsletter

Vice-presidente ABRACEM


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