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:: Por que coaching executivo e empresarial ?

    O mundo empresarial vive momentos de intensa transformação, exigindo dos profissionais um investimento contínuo na expansão e renovação de suas competências de cunho técnico e relacional. As posições de liderança exigem a renovação de habilidades, atitudes e comportamentos que nem sempre são facilmente desenvolvidos e praticados.

    O Coaching executivo e empresarial é uma metodologia de desenvolvimento profissional inovadora cujo valor, impacto e contribuição estão sendo cada vez mais reconhecidos no cenário organizacional em função dos resultados favoráveis apresentados.

    Afirmações, como as que se seguem, demonstram a atualidade e eficácia do coaching no mundo dos negócios: 

# "A meta do coaching é a meta da boa gestão – utilizar ao máximo os recursos valiosos de uma organização" (Harvard Business Review).

# "Coaching faz parte do processo de desenvolvimento padrão da elite de executivos e de candidatos a promoções" (CNN.com).

# "Coaching é oportunidade de ouvir alguns pontos de vista de alguém de fora sobre o que estamos fazendo aqui dentro." (relato de um executivo)

    O termo coaching nem sempre tem sido empregado de forma correta, sendo muitas vezes confundido com treinamento, consultoria, aconselhamento, assessoria ou até mesmo com terapia.

    Coaching Executivo e Empresarial consiste "num relacionamento profissional entre um coach profissional especializado e seu cliente (coachee)", em geral alguém que ocupa uma posição de liderança numa estrutura organizacional. Aborda fundamentalmente questões relacionadas com a otimização do uso do potencial do cliente, seu desempenho e contribuição para o desenvolvimento da organização. Tanto o indivíduo quanto a organização auferem benefícios do coaching.

    O Coaching Executivo e Empresarial adota uma abordagem sistêmica, focaliza o cliente (coachee) como parte do seu contexto de trabalho, considerando os aspectos que facilitam e/ou restringem o equacionamento da problemática a ser trabalhada.

    Trata-se, pois, de uma relação de parceria entre coach e coachee, na qual ambos contribuem ativamente para a obtenção dos resultados desejados/esperados.

    Sua metodologia caracteriza-se pelos seguintes aspectos:
    • Foco na transferência da teoria para a prática.
    Voltada para resultados observáveis nos aspectos pessoal,  profissional e organizacional, uma vez que mudanças pessoais e profissionais impactam a produtividade e os resultados da organização como um todo.

    • Auto-feedback.
    Uma nova expressão que utilizamos para significar "aprendizagem contínua através da reflexão sobre os resultados alcançados pelas nossas ações" e que contribue para expandir nossa consciência e nossa capacidade de auto observação.

    • Processo personalizado.
    Atende as necessidades específicas daquele momento e daquele determinado contexto. Esta especificidade permite obter resultados com maior agilidade, uma vez que se focaliza a eliminação/ neutralização das causas e não o tratamento dos efeitos.

    • Aprendizagem continuada.
    Ao buscar opções e analisar a viabilidade destas, o cliente (coachee) entra em contato com novas maneiras de realizar o trabalho e novas formas de agir que serão incorporadas aos seus conhecimentos, habilidades e experiências. Esta condição contribue para diversificar e ampliar o leque de competências interpessoais, gerenciais e de liderança do coachee, permitindo que ele otimize o uso do seu potencial.

    • Formato flexível.
    O coachee poderá optar por sessões individuais e/ou com sua equipe, definir a periodicidade, duração, local, após discutir os prós e contras de cada uma das escolhas com o coach e chegarem a um consenso.

    • Oportunidade de reflexão e diálogo.
    O processo de coaching cria um espaço na agenda do cliente (coachee), em geral sobrecarregada de compromissos e situações inesperadas, para trocar idéias com o coach a respeito de seu grau de satisfação/insatisfação no trabalho, dos eventuais conflitos entre valores pessoais e valores da organização, da sua carreira, desafios, temores, inseguranças, relacionamento com pares subordinados e superiores hierárquicos, suas contribuições para a empresa, etc.

    Oportunidades desta natureza são raras no mundo empresarial, marcado pela pressão, pela competição, pelas demandas constantes por resultados. Estes fatores tendem a gerar estresse, ambiguidade nos relacionamentos entre pessoas, falta de confiança e de solidariedade, defensividade.

    Quanto mais elevada a posição do executivo na estrutura organizacional, maior tende a ser sua solidão, pois a maioria das questões ligadas ao seu próprio desempenho,desafios do seu cargo ou natureza do seu relacionamento com seus subordinados diretos são confidenciais, impedindo-o de comentar/discutir estas questões. O coach, sendo um profissional "de fora", confiável e neutro, constitue um parceiro ideal com quem ventilar estes assuntos confidenciais, trocar informações, discutir alternativas de ação.

    Levantamentos existentes indicam que as razões mais comuns para a contratação de um coach são:

# Expandir conhecimentos, habilidades e competências.
# Expandir o auto-conhecimento
# Buscar recursos/alternativas para solucionar problemas com a equipe.
# Ter alguém com quem discutir suas dificuldades, dúvidas.
# Melhorar o uso do seu tempo
# Desmotivação, estresse, ansiedade aumentada
# Insatisfação com os colaboradores
# Dificuldades de relacionamento com pares e/ou chefias e/ou subordinados
# Dificuldades com clientes/fornecedores.
# Falta de integração da equipe
# Estilo de liderança ineficaz
# Dificuldade na tomada de decisões
# Preparar-se para novos desafios profissionais
# Melhorar o desempenho da organização.
# Administrar conflitos.

    Como se pode observar, as causas mais comuns são de natureza intangível, relacionadas com competências ditas "soft", cujo equacionamento implicam mudanças comportamentais do coachee.

    O coaching apoia-se em princípios humanísticos dentre os quais detacamos:

• Os clientes/coachees são pessoas capazes e responsáveis por suas ações e pelas conseqüências que delas resultam.
• Os clientes/coachees tendem a sub-utilizar parte do seu potencial que precisa ser estimulado e resgatado.
• Os clientes/coachees tem capacidade de mudar, se assim o desejarem.

    Partindo destes princípios, torna-se claro que o papel do coach não é criar ou alimentar a dependência, trazer soluções prontas. É, sim, colaborar com o cliente/coachee para que ele desenvolva sua capacidade de auto-observação, auto-consciência, auto-controle e assuma responsabilidade por suas opções e decisões. Desta forma, terá condições de continuar crescendo como pessoa, como executivo e como líder, uma vez encerrado o processo de coaching.

    Num momento em que as lideranças estão sustituindo as gerências e a aprendizagem está assumindo o papel da instrução, o processo de coaching se firma como um instrumento de desenvolvimento pessoal, profissional e organizacional eficaz, impactante e focado na ação e na procura constante do aperfeiçoamento. Conseguir mais e melhores resultados com menos recursos é e continuará a ser o mantra das empresas, pois apesar dos extraordinários avanços da ciência e da tecnologia, estamos diante da escassez crescente de recursos.

    Como afirma Laurence Lyons, "O sucesso corporativo está agora intimamente relacionado à maneira como os executivos pensam, agem e interagem" e o coaching é um convite e uma oportunidade ímpar para eles analisarem suas crenças a respeito de si mesmo e do mundo à sua volta, reverem suas ações e interações e o papel que representam nas corporações.

    Muitos dos que ocupam posições de liderança evitam olhar-se no espelho e serem honestos consigo mesmo, quando se trata de reconhecer seu estilo de liderança e respectivas desvantagens. O coaching propicia este olhar, não com a finalidade de crítica, mas como uma oportunidade de aperfeiçoamento pessoal e profissional.

    Uma executiva, que no passado foi uma profissional considerada como sendo de alto potencial para promoção, relata como graças ao coaching elevou seu nível de auto - confiança enquanto líder. Hoje, na posição de vice- presidente de uma empresa de telecomunicações, oferece três sugestões para outros funcionarios de alto potencial:

    1. Conscientize-se que não dá para desenvolver o seu potencial sozinho(a)
    2. Ingresse no processo de coaching com a mente aberta. Prepare-se para ouvir o melhor e o pior a seu respeito, mas lembre-se que nada é pessoal, mas sim voltado para o seu desenvolvimento.
    3. Teste as diferentes alternativas de ação. Você ficará espantado(a) com os resultados e acabará incorporando-os também à sua vida pessoal.

    Coaching é um processo que, por sua sutileza e impacto, pode ser considerado uma arte, a arte do diálogo e da interação, apoiada nas ciências do comportamento, da comunicação interpessoal. Pressupõe experiência, sensibilidade, familiaridade com o mundo corporativo, capacidade de observação, intuição, empatia e competência relacional apurada.

    Coaching executivo e empresarial, em suma, é uma alavanca poderosa à serviço das lideranças e das organizações. Sua missão é contribuir para o desenvolvimento de condições que propiciem ambientes de trabalho menos estressantes, pessoas para as quais exista um sentido no que fazem e organizações que constituam comunidades de trabalho onde predomina a harmonia, a oportunidade de aprender, trocar, partilhar, crescer e desenvolver suas potencialidades.

    O coaching executivo e empresarial é uma metodologia que veio para ficar, pois oferece um espaço precioso e necessário para a reflexão e a oportunidade das pessoas reconhecerem e utilizarem suas forças. Permite, também, que passem a pensar de maneira diferente e a ver as coisas de uma perspectiva renovada.

    Coaching não opera milagres, mas propicia aos executivos e empresarios a possibilidade de fazerem descobertas surpreendentes a seu respeito e a respeito das pessoas à sua volta. São estas descobertas que farão com que eles utilizem melhor a imensidão de recursos que permanece intocada na grande maioria das organizações contemporâneas a espera de alguém que os descubra.


Rosa R. Krausz
rokra@terra.com.br
São Paulo - SP

Rosa R. Krausz é Bacharel e Licenciada em Ciências Sociais, Mestre em Ciências Sociais e Doutor em Saúde Pública pela Universidade de S.Paulo onde lecionou na Faculdade de Saúde Pública, Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras e Faculdade de Enfermagem.

Desde 1976 trocou a vida acadêmica pelo trabalho de Treinamento e Consultoria em RH.

É Analista Transacional Didata pela International Transactional Analysis Association (ITAA) e pela União Nacional de Analistas Transacionais – BRASIL (UNAT-BRASIL) e Full Member da Worldwide Association of Business Coaches (WABC), tendo participado do Painel Especializado de Certificação International.

Autora de vários livros de sua especialidade, publicou também inúmeros artigos nos Estados Unidos, França, Itália Alemanha e Holanda, participou de Congressos nacionais e internacionais como conferencista convidada.

Tem longa experiência em coaching de executivos, mesmo antes desta designação ser utilizada.

Forma e supervisiona coaches executivos e empresariais, fundadora e primeira presidente da ABRACEM.


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